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novembro 23, 2003

Morreu? tá morrido.

O estado imbele em que estamos a ser colocados, provoca calafrios a qualquer um.

A situação sócio económica, gravosa e agravada por estes governantes, por si só não justificará uma total insensibilidade, por parte de quem vive do seu trabalho, ou de quem emprega.

O aumento constante dos níveis de desemprego e a diminuição da acção social aos desempregados, não minimiza de modo algum a responsabilidade social pela sanidade mental de qualquer um de nós.

Em nome de nenhuma retoma, de nenhuma convergência, de nenhuma capitalização se poderá aceitar num País dito civilizado, os factos ocorridos numa têxtil do norte do País.

Na fábrica de tecidos ASA, um funcionário, acometido de paragem cardíaca, acabaria por falecer, cerca das 03h30 , sendo considerado cadáver pelas 05h15, pelo INEM, ficando o corpo a aguardar a chegada da delegada de saúde. Entre as 03h30 e as 09h30 do dia 21 de Novembro de 2003. cerca de seis horas.
Durante este lapso de tempo a fabrica em questão, ignorou por completo a presença do seu funcionário ( cadáver ) deitado no chão coberto com um lençol, enquanto a fábrica continuava a laboração normal(????)

Fonte da direcção da fábrica, terá adiantado, que a presença do cadáver não terá provocado grandes transtornos à actividade do turno em laboração.

Claro que não! Se todos tivessem morrido, por qualquer razão, durante aquele turno de laboração, então sim o prejuízo era enorme.

Enorme é a falta de respeito, com que governantes e empregadores, tratam os trabalhadores dependentes. Quer estejam mortos quer estejam vivos.

E nova tramóia se prepara, para ser aplicada a 1 de Dezembro de 2003.

Publicado por José Gonçalves às novembro 23, 2003 10:41 PM