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abril 15, 2004
15 De Abril de 2004
Porque a memória dos homens não é curta.
Trinta anos após, a queda inexorável do fascismo, a abolição da censura, e o restabelecimento das liberdades.
Doze anos após, a execração do poder instituído, ter exilado um dos seus
filhos. Motivados pelo saudosismo da fascizante censura.
Um executivo, igualmente representativo, da direita mais obsoleta e anti-social
num arremesso de democracia, decide por moto próprio (?), emendar a mão e reconhecer o erro do passado.
Saramago, já não terá razões para continuar exilado, poderá voltar para a mãe
Pátria. Onde ao que consta, nunca deixou de pagar os seus impostos, mau grado alguns dos seus detractores, não poderem reclamar a mesma dignidade.
O reconhecimento internacional, do seu talento, acabaria por impor, ainda que
contra a corrente, a sua “absolvição”. Em democracia, não há lugar para a
perseguição intelectual ou outra.
O ajuste de contas ficará adiado. Para já, fica para a história, o reconhecimento
do erro cometido.
Ficará o País lisonjeado com tanta distinção?
Irá o país premiar, tamanho reconhecimento?
Publicado por José Gonçalves às abril 15, 2004 11:12 PM
Comentários
Não gosto da obra literária do homem, mas há muita coisa com a qual não concordo que aceito e esto disposto a defender. É o caso de Saramago que foi perseguido naquela história do livro "O Evangelho.." por aquele "Moderno" do Lara.Por isso foi muito importante e interessante Durão ter tido este gesto simbólico, é de facto muito importante, em especial as suas palavras de desagravo, pelo acontecido.
Publicado por: Pedro Lima às abril 15, 2004 11:54 PM
Meteu-me nojo as declarações de Sousa Lara!
Sousa Lara é uma merda!
Publicado por: canzoada às abril 16, 2004 12:05 AM
Será que se o homem não fosse Nobel o gesto teria sido igual?
Publicado por: vmar às abril 16, 2004 12:20 AM
Saramago não precisava e o momentum foi perfeito. Grande cartada de Durão, bem jogado.
Publicado por: jorge b às abril 16, 2004 03:51 PM