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abril 30, 2004

A DERRAPAGEM LUSITÂNEA

No meu post, editado ontem com o titulo, “PODE SER. QUE O SR. BARROSO VOS ACORDE”, ainda não tinha obtido a, informação abaixo transcrita, que para além de confirmar tudo quanto então expus, ainda agrava as expectativas criadas pelo primeiro-ministro e seus delfins. Que no continuado desplante, de quem nunca mentiu, continua no regozijo da festarola que terá sido porventura para o seu executivo, o reconhecimento “Pio” da CE ao seu governo, pela arte “mágica” de apresentar números falaciosos.

Bruxelas prevê que o défice português volte a derrapar este ano para 3,4% do PIB, em contraste com a estimativa do Governo de 2,8%; para 2005, a previsão da Comissão, é de outra derrapagem nas contas públicas para 3,8%. Por isso, considera que «o risco do défice ultrapassar o limite de 3% em 2004 seria reduzido com a adopção de medidas adicionais equivalentes a, pelo menos, 0,5% do PIB». Ou seja, quase 700 milhões de euros de novas receitas extraordinárias que terão de sair da cartola da ministra das Finanças Ferreira Leite. DN

Publicado por José Gonçalves às 07:40 PM | Comentários (3)

QUANTOS MUSSOLINI NA VELHA EUROPA?

Primeiro foram as armas de destruição massiva, depois o apoio a terroristas, a seguir as torturas no regime totalitário de Sadam.
Três pretextos para iniciar uma invasão e consolidar uma ocupação.

Contra as primeiras, aos Americanos, só lhes falta utilizar o poderio nuclear.
Contra os segundos, conseguiram os Americanos, afastar (provisoriamente)
dos seus lares, a ameaça terrorista, com a exportação desta para o velho continente Europeu.
Quanto à terceira questão, os Americanos, acabaram por neutralizar as acções de Sadam, mas souberam reutilizar os métodos e os modos dos torcionários de Sadam, aplicando-os eles próprios, desta feita e uma vez mais no povo Iraquiano.
E são estes os defensores da democracia e liberdades ocidentais. E são estes que merecem o apoio dos governos Europeus.
E são estes valores que Durão Barroso apoia, que defende e ajuda a manter
com a permanência da GNR no Iraque.
Um novo Hitler no continente Americano e quantos Mussolini na velha Europa?

Publicado por José Gonçalves às 07:25 PM | Comentários (2)

PENA É QUE SEJA UMA VOZ PEQUENINA

sampaio_lusa.jpg
Quem fala assim não é gago e é Português com certeza.
O Presidente Sampaio, terá despido a “sotaina” do politicamente correcto
e envergando a capa da solidariedade democrática, desancou nos governos
Europeus e Americano, coniventes da maior barbárie do século XXI

Hoje em Varsóvia

“Uma Europa alargada que tenta ergue-se da crise económica não pode virar as costas aos Estados Unidos. Os dois lados do atlântico têm interesse em trabalhar juntos.
Mas no encontro que está a decorrer em Varsóvia, o presidente da República português enviou um postal crítico à Casa Branca.
«Não pretendam liderar sempre, o nosso papel não é apenas seguir-vos, é encontrar uma liderança baseada em valores e naquilo que representamos juntos», afirmou.
Este ano que passou foi o pior das relações transatlânticas dos últimos anos, afirmou Jorge Sampaio no último discurso que fez na Cimeira Económica Europeia.
Perante os líderes de praticamente toda a Europa, o presidente pediu que se vire a página e fez um apelo para dentro da Europa.
«Maior abertura de mentalidades, maior capacidade de consulta, maior esforço para concertar estratégias e por favor não repitam os eventos do ano passado no que diz respeito ao problema do Iraque, esse foi o pior período da Europa e não foi um período muito bom para os Estados Unidos», adiantou.”
TSF
Pena, é que se trate apenas, de uma voz pequenina.

Publicado por José Gonçalves às 07:14 PM | Comentários (1)

abril 29, 2004

JÁ NÃO HÁ PAPEL...

A ministra das finanças, terá hoje garantido aos jornalistas, a não existência de qualquer documento, “garantia”, escrito de Portugal para a C.E. e que apenas se tinha limitado a dar a sua palavra, de que Portugal não iria ultrapassar o défice em 2004.
Mas hoje, foi distribuída aos deputados a carta, aqui parcialmente transcrita, onde afinal, sempre se demonstra, que não foi a palavra da ministra que terá prevalecido, nem a transgénica diminuição do défice em 2003, mas antes um comprometimento do estado Português, para o ano corrente.

Na carta hoje distribuída, datada de 30 de Março, a ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, afirma que "o orçamento do Estado para 2004 prevê um défice de 2,8% do PIB".
Ferreira Leite refere ainda a Pedro Solbes que "está em preparação, há quase dois anos, uma operação sobre imóveis presentemente na posse da Administração Pública", a iniciar na segunda metade deste ano
.(in RR)
As ilações a retirar, desta novela barata, são óbvias.
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Publicado por José Gonçalves às 11:01 PM | Comentários (4)

Fecha, vende-se? privatiza-se

A Maternidade Alfredo da Costa, estará ameaçada de encerramento, ou de venda.

Álvaro Cohen, representante dos médicos, alega que «não são abertas vagas, os profissionais que acabam a especialidade são enviados para outros hospitais e portanto o que parece estar em cima da mesa é o encerramento da maternidade». TSF

Ministro diz que não há solução imediata
O ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, argumenta que é impossível resolver de imediato a falta de profissionais na Maternidade Alfredo da Costa.
O responsável garantiu ainda que nestes últimos anos o Governo aumentou as vagas para a obstetrícia, mas os efeitos só vão ser notados mais à frente
. TSF

Perante estas afirmações contraditórias, ressalta a preocupação dos médicos, pelo futuro da Maternidade e o encolher de ombros do ministro.
A descapitalização técnica, de uma unidade de saúde deste tipo, é meio caminho para a privatização. Alguém terá dúvidas?

Publicado por José Gonçalves às 08:10 PM | Comentários (4)

PODE SER. QUE O SR. BARROSO VOS ACORDE.

“O Banco de Portugal situou hoje o défice orçamental português em 2003 no equivalente a 5,3 por cento do produto interno bruto (PIB), após a dedução das medidas extraordinárias a que o Governo recorreu.
No artigo de abertura do boletim económico de Março de 2004, hoje divulgado, a instituição quantifica em 2,5 por cento as medidas extraordinárias tomadas pelo Executivo do lado das receitas.”
(in P.D.)

Na prática, o significado desta revelação do B.P., apenas pode surpreender, todos os que ainda vão acreditando neste executivo.

A verdade, é que após dois anos de congelamentos de salários, a despesa pública não reduziu nada.
A verdade, é que após dois anos de governação Barrosista, as dividas aumentaram, em todos os subsectores do estado, sem que mesmo assim tenham reduzido, nas despesas.
A verdade, é que após dois anos de congelamentos nas carreiras de Policias, GNR, SEF e Função pública, nada foi reduzido no sector das despesas.
A verdade ainda, é que após dois anos de governação Barrosista o país estagnou, não foram efectuados investimentos públicos e mesmo assim as despesas não diminuíram em nada.

“Sem medidas extraordinárias, o valor do défice de 2003 é pior do que o de 2002, quando equivaleu a 4,1 por cento do PIB, e de 2001, que não beneficiou de medidas extraordinárias, e foi estabelecido em 4,4 por cento do PIB. E está claramente acima do máximo europeu de três por cento, que serviu de arma de arremesso entre o Governo PSD/CDS e a oposição, em particular os socialistas.”(in P.D.)

Isto tem apenas um significado, Portugal, com este governo, para além de estar endividado, de ter alienado parte importante do seu património, está parado!
Com a próxima entrada, de novos países na C.E., Portugal estará à mercê das políticas de desenvolvimento dos novos membros, que prometem muito mais do que Portugal. O exemplo já foi anunciado, com o fecho de inúmeras fábricas que procuraram novos mercados, lançando no desemprego milhares de trabalhadores portugueses.

Mas fiquem sossegados, ainda não é tempo de ser tomada nenhuma atitude, Portugal ainda não caiu na banca rota, Portugal ainda não está à beira de nenhum golpe de estado fascista ou não. Quando for necessário, pode ser que o sr. Barroso vos acorde.

Publicado por José Gonçalves às 07:23 PM | Comentários (2)

HÁ 30 ANOS, EM MAIO

RUMO AO 1º DE MAIO
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No próximo Sábado, 1º de Maio, comemora-se o dia do Trabalhador.
Há 30 anos, os Portugueses, privados deste direito, durante 48 anos e embalados pelos acontecimentos recentes do 25 de Abril, saíram à rua.
Cerca de 1 milhão de trabalhadores, deram largas à sua alegria e fraternidade, enlaçados na comunhão plena, do direito a festejar em Liberdade o dia 1º de Maio e “inundaram” as ruas de Lisboa.
Por todo o País, as situações repetiam-se, num alegre convívio, irmanados do mesmo sentimento de esperança e vitoriando a conquista da Liberdade.

Publicado por José Gonçalves às 12:18 AM | Comentários (3)

abril 28, 2004

EM BAIXO OU EM CIMA DA LEI?

Todas as leis, têm invariavelmente, diversos sentidos de análise e abordagem.
Todos os especialistas, são unânimes em reconhecerem, que qualquer lei, pode ser “furada”, bastando para isso que existam duas opiniões diferenciadas e que não exista ainda jurisprudência sobre a dita.
A questão do túnel do dr. Santana, enquadra-se neste tipo de leis, que dado o seu carácter ambíguo, pode ser analisada e interpretada de diversas formas.
Não há segundo se consta, registos de aplicação desta lei, em casos similares. O que por si só não fará jurisprudência.
Daí que não entenda muito bem, a opinião do secretário de estado do ambiente, quando pretende comparar esta, com outras obras.

Mas a questão fundamental, estará no facto, de se saber, se o famigerado túnel, trará benefícios para a população Lisboeta, repito, trará benefícios para a população Lisboeta, sem transportar prejuízos para o meio envolvente e para a segurança de pessoas e bens, que o venham a utilizar.
As famigeradas manifestações, de eventualmente maiorias silenciosas, já não me convencem, dado que a população Lisboeta, na sua esmagadora maioria, não terá motivos para utilizar o referido túnel.
Quando na maioria das capitais europeias se equaciona a possibilidade de retirar a carga de trânsito dos centros das ditas, ainda que com recurso ao pagamento de portagens, em Lisboa, vão abrir um corredor, para aumentar o fluxo de trânsito.
A não ser que o edil, esteja a urdir, a colocação de portagens no referido túnel, não é visivel a oportunidade desta obra.

Publicado por José Gonçalves às 11:05 PM | Comentários (2)

AS VOLTAS QUE AS CONTAS DÃO

Pouco a pouco vão-se descortinando as boas contas, do ministério da saúde
quanto às diferenças quantitativas, entre os Hospitais SA e não SA.
O sr. José Mendes Ribeiro, encarregado da Unidade de missão que acompanha os hospitais empresa, admitiu ontem que o crescimento da produtividade nos hospitais SA será inferior em 2004, comparativamente com 2003.

Logo no ano de 2004, em que o executivo, mais acredita na retoma e apela ao aumento da produtividade?

Confrontado com o facto, das contas apresentadas, relativas aos hospitais sem SA, incluírem verbas de IRC enquanto as dos hospitais com SA não o fazerem, admitiu que tal facto se ficou a dever a erro na apresentação das contas.
Estará aqui demonstrada a falência anunciada dos PECLEC?
(JN)

Publicado por José Gonçalves às 10:09 PM | Comentários (2)

abril 27, 2004

Quem andará a tramar a D. Celeste?

Afinal na história recente, das condecorações ontem aplicadas, pelo Presidente da Republica, o CDS/PP sempre esteve representado.
Não fora a “constipação” do ministro Portas e o “lapso” do ministro Bagão e acabariam por lá ter estado os três.
A não ser que tenham existido, falhas nas comunicações, ou que andem a tramar a D. Celeste.

Publicado por José Gonçalves às 08:50 PM | Comentários (2)

MORREU O PECLEC

Afinal, postas a circular as notícias, nos meios de comunicação social, a conclusão primeira que se pode inferir, é que objectivamente, o ministério da saúde, dá por findo o combate às listas de espera de cirurgia.
Contrariando as afirmações do 1º ministro, de que o estado não abandonaria, os doentes e o SNS, o revisto programa, agora apresentado,acaba por retomar as ideias da então ministra L.Beleza, que no seu “reinado”, pôs termo a algo muito similar.
O tão proclamado PECLEC, que tão bons resultados, estava a apresentar é agora abandonado como se de um trapo velho, se trata-se.
O que valha a verdade, acaba por vir confirmar as suspeitas, de que todos aqueles números, estarão viciados, se não para quê mudar?

Da informação do douto ministro, ficámos a saber, que aos doentes será fornecido um “passe”, que lhe permitirá, por sua própria iniciativa, escolher um
Hospital, onde possa ser operado. Desde que não tenha tempo nem saúde, para esperar pela sua vez, no hospital da sua zona de residência.
E que os dados entretanto acumulados, vão ser geridos on-line, pelo ministério através de um sistema informático, que irá permitir saber quantos são e para que cirurgias aguardam.
Dados os rudimentares serviços informáticos, ao serviço do SNS, estará aqui uma verdadeira aposta, na renovação do parque informático e requalificação dos trabalhadores e demais técnicos.
Quanto aos doentes, poderá ser que algum dia, venhamos a tomar conhecimento da realidade, dos serviços anunciados, sem ser da forma mais cruel.

Publicado por José Gonçalves às 08:27 PM | Comentários (2)

abril 26, 2004

Guernica

Faz hoje 67 anos, foi arrasada pela aviação nazi, ao serviço das tropas fascistas de Franco, durante a guerra civil.
A ruína e o horror, marcaram a história do povo Espanhol.
Cidade do Norte de Espanha, localiza-se a nordeste de Bilbau, na província da Biscaia. É considerada a cidade santa do País Basco
Pablo Picasso num famoso quadro que tem o nome da cidade, retratou-a para a eternidade. A obra encontra-se actualmente exposta no Museu do Prado, em Madrid

Publicado por José Gonçalves às 10:36 PM | Comentários (3)

ACABAR COM OS ENGANOS

Os sentimentos, que em 25 de Abril de 1974, empurraram parte do povo Português, para as ruas da Capital, (e em outras zonas do País), foram certamente, sentimentos de receio, medo até, mas ao mesmo tempo de ânsia de liberdade.
A sua acção, no início individual, mas pouco a pouco aglutinadora, acabaria por se transformar, numa manifestação inequívoca, de apoio ao movimento dos capitães e ao mesmo tempo, garante, de que nada voltaria a ser como dantes.
Dois pequenos grandes exemplos, terão sido, as acções espontâneas do povo, junto da sede da PIDE/DGS, em Lisboa, junto da prisão de Caxias, em Caxias/Oeiras e creio que igualmente no Porto, embora não possua dados suficientes sobre os acontecimentos nesta cidade.
Quem, trinta (30) anos após aqueles acontecimentos, pretende ainda branquear, as acções libertadoras, dos militares envolvidos, atribuindo-lhes um significado, puramente militar, praticado por militares de algum modo incultos, engana-se redondamente.
Alguns pseudo intelectuais, notoriamente à deriva, de acolhimentos mais ou menos pontuais, ou se quiserem ao sabor da corrente politica dominadora na ocasião, estão condenados a botar o seu vomitado imundo, sobre os seus apaniguados, já que os ilustres “analfabetos” deste país, têm muito de aprender, mas com quem tenha o senso de pisar a mesma lama onde o povo labuta, de comer na mesma malga do pobre, de não enjeitar a companhia do excluído, de recusar letreiros vanguardistas ou eleitoralistas, de recusar o individualismo pelo colectivo.

Publicado por José Gonçalves às 10:20 PM | Comentários (1)

O Ministro da defesa está doente.

É do conhecimento geral o défice de democracia, de que padecem os partidos ditos da direita democrática.
A propósito das condecorações, hoje patrocinadas pelo Presidente da Republica
o CDS/PP fez questão de se demarcar, não aceitando o convite endereçado pelo Presidente Sampaio. Estará no seu direito, só faz falta quem está.
Mas e porque não acredito, que uns simples apupos e assobios, na Av. da liberdade, tenham exposto o líder do CDS/PP a algum vírus Primaveril tenho
de o considerar um cobarde, já que a escusa do ministro da defesa não tem nada a ver com o acto político em si.
A capa onde se escondeu, passa por uma constipação, segundo dizem as más-línguas da comunicação social.
Espera-se que não seja a gripe das galinhas.
Já agora as melhoras!

Publicado por José Gonçalves às 08:21 PM | Comentários (7)

IMPUNIDADES

A impunidade com que os políticos, autarcas incluídos, se pavoneiam nos seus cargos, sem sentido de responsabilidade, vivendo incólumes, sem temores de responsabilidades cívicas, tem de acabar.
O túnel do Marquês, ou do dr. Pedro S. Lopes, ao que já se constava, estaria em situação ilegal, mas as obras avançaram.
Indiferente a tudo, o edil veio à praça pública defender a legalidade do “seu” túnel.
A C. E. já anunciou entretanto, a obrigatoriedade de um estudo de impacto ambiental. Prontamente recusado pelo Edil, pela não necessidade do mesmo.
Agora o tribunal, vem dar razão aos protestos e pese embora, todos os truques ao seu dispor, o edil como bom cidadão, que não está acima da lei, lá irá ter de cumprir, enquanto fica a aguardar, pelo resultado do recurso, que entretanto certamente irá apresentar.
Os prejuízos daí resultantes, não vão sair certamente do bolso do dito edil, mas deviam.
Igualmente o ministro Carmona tão brejeiro a socorrer o seu vice partidário, deveria agora assumir os logros, que veio lançar na praça pública em 18 de Janeiro passado.
Mas tenho como dado adquirido, que assim não se vai passar, já que as voltas vão ser outras. E os “revolucionários” vão certamente ser acusados de anti “evolução”.

Publicado por José Gonçalves às 07:38 PM | Comentários (1)

abril 25, 2004

O QUE É A REVOLUÇÃO DE ABRIL?

Hoje sentei-me num banco de jardim, a ver as novas de Abril.
Pela avenida, desciam cravos vermelhos, transportando homens e mulheres, irmanados pelo sonho, à 30 anos tornado realidade.
Ao meu lado, alguém ouvia ainda, num pequeno gravador, o Zeca e a sua Grândola.
Uma pequena lágrima, teimava em escapar-se-lhe pelo canto do olho, então já virado para aquele homem, talvez da minha idade, disse-lhe; deixe-a sair, é a Liberdade.

Publicado por José Gonçalves às 11:09 PM | Comentários (2)

AS VITIMAS DA BESTA FASCISTA, EM 25 DE ABRIL DE 1974

25 DE ABRIL DE 1974
c. 20h30 - Na Rua António Maria Cardoso, onde se situa a sede da PIDE/DGS, agentes desta polícia política abrem fogo sobre a multidão que se aglomera na referida artéria, causando 4 mortos e dezenas de feridos.
republica15.jpg
Uma das vitimas

As forças armadas, acabavam de derrubar o poder fascista, o povo aclamava nas ruas a vitória, mas subsistia um trauma ainda por resolver.
A PIDE/DGS, ainda continuava, aparentemente em liberdade, acoitada nas suas instalações na R. António Maria Cardoso.
Um numeroso grupo de populares, entre os quais se contavam algumas das vítimas às mãos dos torcionários da PIDE/DGS, marcharam sobre a sede da polícia politica, reclamando a sua detenção e clamando até por justiça popular.
Perante a passividade das forças armadas, que acabaram por permitir, que os PIDES, se mantivessem, na sua sede, a ver os acontecimentos, os populares avançaram de peito descoberto e muitos acabaram por cair, 4 para não mais se levantarem.
Então as forças armadas, acabaram por receber as ordens superiores que determinaram a tomada da sede da PIDE/DGS, embora muitos deles já tivessem fugido.
Fica aqui o registo das últimas vitimas ás mãos dos assassinos da PIDE/DGS
como uma última homenagem:

ASSASSINADOS
-Francisco Carvalho Gesteiro, de 18 anos, empregado de escritório.
-José James Harteley Barnetto, de 37 anos, casado, natural de Vendas Novas e morador na Avenida João Branco Núncio, 7, 1.º, dt.º, na Flamenga, Vendas Novas;
-Fernando Luís Barreiros dos Reis, de 24, natural de Lisboa, soldado, da l.ª Companhia Disciplinar, em Penamacor; e
-João Guilherme Rego Arruda, de 20, estudante, natural dos Açores, morador na Avenida Casal Ribeiro, 21, 5.º.

FERIDOS:
-Maria dos Anjos Afonso Santos Martins, de 21 anos, residente na Rua Padre José de Almeida, 132, na Póvoa de Santo Adrião;
-Francisco José da Silva Ramos, morador na Rua Bernardim Oliveira, 9, r/c;
-Rui ------Eduardo Alves Morais, de 19 anos, residente na Rua Artur Lamas, 40-1.ª, dt.º; Aarão de Almeida, de 44 anos, morador na Travessa do Calado, 30-2.º;
-Maria da Conceição Neto, de 20 anos, moradora na Estrada da Luz, lote n.º 1;
-Armando de Jesus Lopes Afonso, de 17 anos, da Rua dos Fanqueiros, 39-4.º;
-António Maria da Cruz, de 18 anos, da Rua Presidente Arriaga, 112-2.º;
-Joaquim Inácio Ruivães Cristo, de 19;
-Maria Manuela Cortes Flores, de 23;
-António Ribeiro, de 20,
-António José Santos Lima, de 17;
-José Luís Gutierres, de 19; Jorge Salgueiro Costa, de 24;
-Fernando Simão Martins, de 16;
-Armindo Fernandes de Oliveira, de 16;
-Camélia Ferreira Pimenta, de 23, residente no Barreiro;
-José Luís Bernardes Fernandes, de 19, morador na Alameda Conde de Oeiras, 4, Nova Oeiras;
-António Pereira Esteves, de 35, residente na Rua José Falcão, 31-3.º, esq.;
-Rogério Paulo Osório, de 18; Luís de Oliveira, de 20;
-Manuel Pereira Alves, de 24; José Dinis Pereira, de 26, morador na Rua Manuel Soares Guedes, 98-1.º;
-Agostinho Manuel Soares, de 18.

Publicado por José Gonçalves às 08:10 PM | Comentários (2)

ABRIL DE 74 - L. do CARMO

25 DE ABRIL DE 1974
19h00 - Marcelo Caetano, Rui Patrício e Moreira Baptista abandonam o Quartel do Carmo, sendo conduzidos na auto metralhadora Chaimite "Bula", em direcção ao Quartel da Pontinha.

O poder personificado, pelo presidente do concelho de ministros, acabava de cair, mas não se esgotavam aqui, as operações militares. Nos bastidores discutia-se ainda que fazer dos pides, que se mantinham refugiados na sua sede.

25_abril7.jpg Todos os caminhos levavam ao Largo do Carmo republica12.jpg O Largo do Carmo, em foto do jornal Repuplica de 26/4/74 carmo.jpg

Largo do Carmo antes da rendição de Marcelo Caetano

Publicado por José Gonçalves às 06:53 PM

ESTÁ MAL, MUITO MAL MESMO.

Que alguns dos presentes, nas comemorações dos 30 Anos do 25 de Abril, em plena Avenida da Liberdade, em Lisboa, tenham apupado o sr, ministro da defesa. Está bem, já sabemos que ele é um dos maiores saudosistas do 24 de Abril, mas mesmo assim, haja de(coro) (alto).
Que outros tantos, ou os mesmos, tenham vaiado, nas mesmas circunstâncias, o sr. primeiro ministro. Está bem que o homem, troca revolução por evolução, e tanga por parra, mas mesmo assim, haja sentimentos, (ouve?).

Publicado por José Gonçalves às 02:48 PM | Comentários (3)

25 DE ABRIL DE 1974 (II)

Sob o manto diáfano da noite, as tropas movimentam-se, cumprindo os horários
pré estabelecidos e seguindo à risca as directrizes, atempadamente traçadas.

03h00 - A Rádio Televisão Portuguesa (R.T.P.) - Mónaco na linguagem cifrada dos militares revoltosos - é tomada de assalto pela força da EPAM.
- As 16 viaturas militares, precedidas de um automóvel de exploração civil, que constituíam a força da EPA - composta por uma bateria de artilharia (BTR 8,8) e uma companhia de artilharia motorizada comandadas, respectivamente, pelos capitães Oliveira Patrício e Mira Monteiro - cruzam a porta da unidade e partem de Vendas Novas em direcção a Lisboa.
- Uma bateria de artilharia (BTR 10,5) da EPA, comandada pelo capitão Duarte Mendes, ocupa posições a cavaleiro das estradas de Montemor-o-Novo e Lavre, assegurando a interdição destes eixos viários e garantindo a segurança próxima da unidade.
- Abrem-se os portões do quartel do BC 5 dando saída a duas companhias operacionais.
- O major Campos Moura e o capitão Correia Pombinho, encarregues de assinalar a

saída dos homens do BC 5 e que aguardam na viatura do primeiro, escondida por detrás de sebes fronteiras à Penitenciária, partem de imediato para informar o 10º «Grupo de Comandos» do facto.
- Em Lamego, no Centro de Instrução de Operações Militares (CIOE), o seu comandante, tenente-coronel Sacramento Marques dá ordem de saída a uma companhia de tropas especiais que, após cinco horas de percurso, entrará no Porto.
- Nesta cidade, uma força do CICA 1, comandada pelo tenente-coronel Carlos Azeredo, penetra no Quartel-General da Região Militar do Porto (QG/RMP), transformando-o no posto de comando das forças em operações na Região Norte.
03h07 - Encontro do 10º «grupo de comandos» com a segunda companhia do BC 5, comandada pelo tenente Mascarenhas, na confluência da rua Castilho com a Sampaio Pina. O major Fontão estabelece contacto proferindo a senha Coragem! a que o capitão Mendonça de Carvalho responde com Pela Vitória!
03h12 - Efectuada a junção com êxito, encaminham-se para a entrada do Rádio Clube Português que o porteiro Alcino Leal virá a abrir, dando entrada a oito oficiais, sete dos quais armados com pistolas Walther. Estava conquistado sem incidentes o R.C.P., tendo o capitão Santos Coelho informado, de seguida, o Posto de Comando de que México passara para as mãos do MFA.
03h15 - A coluna do CTSC, comandada pelos capitães Frederico Morais e Oliveira Pimentel, chega à Emissora Nacional (E.N.) e ocupa a estação de rádio oficial. Tóquio viera completar o domínio de três objectivos fundamentais na área da comunicação social.
c. 03h15 - As Companhias de Caçadores (Ccaç) 4241/73 e 4246/73 encontram-se com a EPE. A Ccaç 4241/73 marcha para o centro emissor do R.C.P., em Porto Alto; a Ccaç 4246/73 dirigir-se-á a Vila Franca de Xira para dominar a Ponte Marechal Carmona e a EPE seguirá para Lisboa a fim de ocupar posições de defesa na Casa da Moeda.
03h16 - No posto de comando do MFA é interceptada uma conversa telefónica entre o general Andrade e Silva, ministro do Exército e o Prof. Silva Cunha, ministro da Defesa, trocam impressões sobre a situação geral, revelando que tinham conhecimento de que se preparava um jantar importante de carácter conspirativo, mas que a DGS vigiava os oficiais. O primeiro membro do governo, entre outras considerações, afirma que "A situação está sem alteração e perfeitamente sob controlo...está tudo sossegado e não há qualquer problema em qualquer ponto do País." A chamada é interrompida porque o responsável máximo da DGS se encontrava noutro telefone para falar com o ministro da Defesa.
(continua)

Publicado por José Gonçalves às 12:30 PM

A REVOLUÇÃO ESTAVA NAS RUAS

DIA 25
00h00 - João Paulo Dinis conclui o programa nos E.A.L. e regressa a casa, seguindo instruções do chefe militar do MFA.
00H20 – Nos estúdios da Rádio Renascença, situados na Rua Capelo, ao Chiado, Paulo Coelho, que ignora os compromissos assumidos pelos seus colegas do programa Limite, lê anúncios publicitários. Apesar dos sinais desesperados de Manuel Tomás, que se encontra na cabina técnica acompanhado de Carlos Albino, para sair do ar, o radialista prossegue paulatinamente a sua tarefa. Após 19 segundos de aguda tensão, Tomás dá uma "sapatada" na mão do técnico José Videira, provocando o arranque da bobine com a gravação que continha a célebre senha: a canção Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso.
c. 00h30 - Na EPAM, um grupo de capitães e subalternos armados dá voz de prisão ao oficial de dia, alferes miliciano Pinto Bessa, e ao oficial de prevenção, aspirante miliciano Leão. O capitão Gaspar assume provisoriamente as funções de oficial de serviço.
- No Campo de Instrução Militar de Santa Margarida (CIMSM) começam-se a encher carregadores na arrecadação de material de guerra.
- Na EPA continua-se (iniciada às 23h00) a preparação final do golpe, onde o capitão Santos Silva assumira já o comando, acolitado pelos tenentes Ruaz, Sales Grade e Sousa Brandão.
- Na EPI, os capitães Rui Rodrigues, Aguda e Albuquerque ordenam a formatura da companhia de intervenção, a três bigrupos de cinquenta homens. O capitão Silvério executa o plano de defesa do quartel. Os majores Aurélio Trindade e Cerqueira Rocha convidam o coronel Jasmins de Freitas a aceitar o comando da unidade.

00h40 - Na EPC, em Santarém os oficiais do MFA procuram obter a adesão ao Movimento do tenente coronel Henrique Sanches. Não o conseguindo, procedem à sua detenção.
- No Campo de Tiro da Serra da Carregueira (CTSC) os capitães Oliveira Pimentel e Frederico Morais iniciam a preparação dos homens para levar a bom termo a sua missão - conquistar a Emissora Nacional.
01h00 - No BC 5 o major Fontão ordena ao alferes Frazão que controle e mantenha pessoal de guarda à central telefónica. Manda fechar os portões e neutralizar a central rádio.
- No CIMSM o tenente Luís Pessoa reúne os cabos milicianos e consegue a sua adesão imediata.
- Na EPC o major Rui Costa Ferreira assume o comando.
01h30 - Na EPC Salgueiro Maia manda acordar o pessoal e formar em parada. A adesão é entusiástica. Salgueiro Maia comandará a força tendo o tenente Alfredo Assunção como seu adjunto.
- No CIAAC, em Cascais, um grupo de jovens oficiais vê impedida a sua entrada na unidade que, ao contrário do que se previa, não adere ao Movimento. Contactam o Posto de Comando pedindo nova missão.
- Na EPAM os soldados são armados. No exterior tudo está tranquilo.
- No RI 14 os capitães Gertrudes da Silva, Silveira Costeira, Aprígio Ramalho, Ferreira do Amaral e Augusto convocam os oficiais subalternos e esclarecem a situação. Controlam a central telefónica e os postos de rádio da ordem pública e do Serviço de Telecomunicações Militares (STM).
- No Regimento de Cavalaria 3 (RC 3), em Estremoz, é problemático o cumprimento da missão: marchar sobre Lisboa com uma coluna de autometralhadoras, estacionando na zona da portagem da Ponte Salazar, aguardando ordens do Posto de Comando. O comandante, coronel Caldas Duarte, mostra-se indeciso e pede tempo para reflectir.
02h00 - No RI 14, em Viseu, inicia-se a preparação da companhia que vai seguir para a Figueira da Foz, onde se juntará a outras unidades em acção (RI 10, CICA 2, RAP 3) com vista a constituir o agrupamento «November».
- A companhia de intervenção a três bigrupos comandada pelo capitão Rui Rodrigues abandona a EPI, em Mafra, para seguir por Malveira, Loures, Frielas e Camarate até ao Aeroporto da Portela, que deverá ocupar e defender.
- No BC 5 o major Cardoso Fontão manda distribuir armas, munições e aparelhos de rádio e formar as companhias.
- Do CTSC saem duas viaturas pesadas e um jipe, com um total de 47 homens, e dirigem-se para o seu objectivo.
02h30 – Os capitães Dinis de Almeida e Fausto Almeida Pereira executam vitoriosamente o plano de controlo do Regimento de Artilharia Pesada 3 (RAP 3), na Figueira da Foz, neutralizando os subalternos milicianos em serviço. Almeida Pereira abre o portão da unidade aos oficiais da Escola Central de Sargentos (ECS) de Águeda.
- Forças da EPI iniciam a ocupação dos pontos chave de Mafra, assegurando o domínio da vila e dos respectivos acessos.
02h40 - Forças da Escola Prática de Engenharia (EPE) saem de Tancos para se dirigirem à ponte da Golegã-Chamusca, e aí se juntarem às Companhias de Caçadores 4241/73 e 4246/73 oriundas de Santa Margarida.
02h50 - Uma coluna da EPAM, num total de cerca de cem homens, montados em duas viaturas ligeiras e três pesadas, comandada pelo capitão Teófilo Bento, inicia a curta marcha em direcção ao objectivo.

Publicado por José Gonçalves às 08:45 AM | Comentários (3)

abril 24, 2004

AS CONFUSÕES DO NUNO

Que confusão que para aí vai!
Ora meu amigo, temos de saber ser democratas.
Em Democracia, as ideias discutem-se, não nos escondemos atrás de provocações.
O Nuno teve oportunidade de defender os seus ideais, mas ao invés, lançou uma provocação barata, (Muito gostam os da esquerda de Circo, muito circo!) perdeu aqui uma oportunidade de demonstrar que sabe viver em Democracia. Nem sequer ousou defender, o alvo visado pela minha critica, ou seja o edil da câmara de Pombal.
Mas pouco satisfeito, acabaria por lançar uma atoarda, que inserida no contexto, soa como a mais vil das provocações, (Já agora onde estavas no dia 25 de Abril de 74?).
Mas o défice de Democracia manifestado pelo Nuno, acabaria por não esmorecer.
Leitor desatento, acabaria por voltar a errar, quando afirma (Se alguém é a favor da Câmara de Pombal por não querer distinguir Salgueiro Maia é logo acusado de ser da PIDE/DGS).
Essas são as palavras que o Nuno gostaria de ter lido, mas dada a sua escusa em defender os seus ideais, jamais eu teria oportunidade de rebater.
O Nuno é comparável, aos torpes agentes da ex PIDE/DGS, quando utiliza (mesmo sem saber) os mesmos artificios que aquela escumalha utilizava.
Hoje é um dia grande para a maioria dos Portugueses, pese embora o facto de muitos deles viverem pior do que há trinta anos. Mas vivem em liberdade, o grande legado que os capitães de Abril nos deixaram.
Assim todos podem festejar à sua maneira, o grande aniversário da Revolução dos cravos, não sendo necessária autorização, nem da esquerda nem da direita e isto só é possível, porque em 25 de Abril de 1974, não foi a direita que tomou o poder, ela foi a derrotada.
Um bom dia de aniversário, da Revolução de Abril.

Publicado por José Gonçalves às 11:38 PM | Comentários (1)

PORTUGUESES SUBSIDIODEPENDENTES? ESSA TEM GRAÇA!

Segundo dados do Eurostat, Portugal é o País que menos gasta com protecção social.

No decénio 1992/2001, Portugal registou a maior taxa de crescimento, das despesas nessa área. As despesas em protecção social por habitante aumentaram 6,3% naquele decénio, um valor bastante superior à média comunitária ( 1,9”) mas que não tirou o país da cauda dos que menos investem.

Comparativamente à média europeia, o nível das despesas em protecção social, em Portugal era de 60% da média europeia.
Para quem se tem pautado, por uma politica, de desprotecção social, não deverá pretender ver os dados do triénio 2002/2004.

Publicado por José Gonçalves às 08:23 PM | Comentários (1)

24 DE ABRIL DE 1974

A cronologia que tenho vindo a editar, está prestes a chegar ao fim. Para os militares revoltosos, em tempo cronológico, o dia termina às 23,30h. Mas muito mais estará ainda por contar.
DIA 24
03h00 - O agente de ligação entrega ao major Albuquerque, do Centro de Instrução e Condução Auto 1 (CICA 1), as ordens de operações referentes às unidades da Zona Norte.
Madrugada – Recepção, no Regimento de Infantaria 14 (RI 14), em Viseu, da ordem de operações. O capitão Ferreira do Amaral transmite as instruções a Lamego e o capitão Aprígio Ramalho à Guarda.
08h00 - O capitão Castro Carneiro e o alferes Pêgo, do CICA 1, iniciam a viagem destinada a entregar as ordens de operações às unidades de Lamego (capitão Delgado da Fonseca), Vila Real (capitão Mascarenhas) e Bragança (Capitão Freixo)

08h30 - Os oficiais da EPC, ligados ao MFA, iniciam nas paradas, no maior sigilo, os contactos com os cerca de cinquenta graduados (oficiais subalternos do Quadro Permanente, alferes, aspirantes, furriéis e cabos milicianos), individualmente, comunicando-lhes que, se a senha e contra-senha forem para o ar, a operação decorrerá nessa madrugada.
c. 09h30 - O capitão Santa Clara Gomes, oficial de ligação, entrega ao major Cardoso Fontão a ordem de missão referente ao Batalhão de Caçadores 5 (BC 5).
10h00 - Álvaro Guerra comunica a Carlos Albino a escolha definitiva de Grândola Vila Morena como senha nacional, garantindo este a sua transmissão.
c. 10h00 - Otelo envia, da estação dos CTT da rua D. Estefânia, o telegrama cifrado a Melo Antunes, contendo o GDH.
11h00 - Carlos Albino adquire na então livraria Opinião o disco «Cantigas de Maio», para garantia, já que, desde Dezembro de 73 havia indícios de que a PIDE se preparava para um assalto aos escritórios do Limite, na Praça de Alvalade.
- O capitão Costa Martins contacta João Paulo Dinis e informa-o que o sinal foi antecipado em uma hora.
14h00 - O jornal República insere uma curta notícia, intitulada «LIMITE», com o seguinte teor: "O programa «Limite» que se transmite em Rádio Renascença diariamente entre a meia-noite e as 2 horas, melhorou notoriamente nas últimas semanas. A qualidade dos apontamentos transmitidos e o rigor da selecção musical, fazem de «Limite» um tempo radiofónico de audição obrigatória.»
14h?? - O major Neves Rosa comunica a Otelo que o último elemento de ligação tinha cumprido a missão.
15h00 - Encontro decisivo de Carlos Albino com Manuel Tomás (técnico da Rádio Renascença e um dos responsáveis pelo programa Limite que regressara de Moçambique com fama de democrata) para a execução da senha e garantia da sua transmissão. Refira-se que, sendo o Limite um programa independente, era obrigado a passar por duas censuras: a da Rádio Renascença e a oficial, esta última corporizada num coronel que acompanhava as emissões em directo e visava previamente os textos. Para maior segurança, retiram-se dos estúdios para um local seguro.
15h30 - Na Igreja de S. João de Brito, simulando rezar, combinam todos os pormenores técnicos da senha.
17h00 - Os tenentes Baluda Cid, Ramos Cadete e Silva Aparício saem da EPC e dirigem-se a Lisboa, com a missão de "controlar", "aliciar" alguns oficiais e tentar "inoperacionalizar" algumas viaturas blindadas do RC 7.
- Manuel Tomás convoca Leite de Vasconcelos (um outro responsável pelo referido programa, companheiro de Manuel Tomás em Moçambique), em dia de folga na locução do Limite, para «gravar poemas». Carlos Albino escreve textos para serem visados pelo censor.
17h30 - Os graduados milicianos da EPC ultimam os preparativos para a operação, designadamente quanto a material e equipamentos.
19h00 - Os censores na Rádio Renascença autorizam os textos e o seguinte alinhamento do bloco com a duração de 11 minutos: quadra, canção Grândola, quadra, poemas Geografia e Revolução Solar, da autoria de Carlos Albino, e a canção Coro da Primavera.
20h00 - Na Rádio Renascença, Leite de Vasconcelos procede à gravação dos textos que lhe são apresentados, desconhecendo o seu objectivo.
21h00 - Otelo entrega ao capitão António Ramos, no Jornal do Comércio, o conjunto de documentos finais e um saco com granadas. Pede-lhe para permanecer toda a noite junto de Spínola, juntamente com outros oficiais de confiança, assegurando-lhe que uma força militar iria garantir a segurança próxima da residência do general, sita na rua Rafael Andrade, ao Paço da Rainha.
- Os oficiais da Força Aérea (tenente-coronel Sacramento Gomes, majores Costa Neves e Campos Moura e capitães Correia Pombinho, Mendonça de Carvalho, Santos Silva e Santos Ferreira) que constituem o «10º Grupo de Comandos» reúnem-se em frente ao Grill do Hotel Ritz e iniciam a vigilância ao Rádio Clube Português
21h30 - Fecho da porta de armas da EPC. Os militares contactados, que haviam saído da unidade, fazem a sua entrada, trajando à civil, para não alertar os elementos da PIDE/DGS que rondam o quartel.
21h50 - O tenente miliciano Sousa e Silva, oficial da dia na EPC, é substituído nesta função, para poder tomar parte na operação.
c. 21h45 - O capitão Santos Coelho, do RE 1, junta-se aos seus camaradas do «10º grupo de comandos» e distribui-lhes armas e munições. Procede, em seguida, à leitura da ordem de operações e à recapitulação das missões.
22h00 - Otelo regressa ao RE 1, onde se farda. Recebe do major Sanches Osório os primeiros quatro comunicados, entregues por Vítor Alves, bem como a notícia de que o Regimento de Infantaria 1 (Amadora) não adere, deixando, assim, de garantir o cerco à prisão de Caxias e a protecção de Spínola. Entrega os comunicados ao seu adjunto para que este os faça chegar ao grupo de comandos que tomará o R.C.P.
- O capitão Salgueiro Maia, que vai comandar a coluna militar da EPC, na "Operação Fim Regime", dá início a uma breve reunião, no piso dos quartos dos oficiais, para dar a conhecer a Ordem de Operações, distribuir missões e definir detalhes para o desencadear da operação.
22h30 - No Posto de Comando encontra-se reunido o Estado Maior do Movimento das Forças Armadas, dirigido pelo major Otelo Saraiva de Carvalho e constituído pelos tenentes-coronéis Garcia dos Santos e Nuno Fisher Lopes Pires, major Sanches Osório, capitão Luís Macedo, adjunto operacional, e comandante Vítor Crespo, que assegura a ligação com a Marinha, garantida pela presença permanente do comandante Almada Contreiras no Centro de Comunicações da Armada (CCA). Contam, também, com a colaboração de quatro oficiais do RE 1 (Frazão, Máximo, Reis e Cepeda).
c. 22h48 - Uma falha técnica suspende, durante alguns minutos, a transmissão dos Emissores Associados de Lisboa, facto que causa natural apreensão nas largas dezenas de militares que aguardam ansiosamente o primeiro sinal para entrar em acção.
c. 22h51 - Restabelecimento da emissão dos E.A.L..
22h55 - 1ª senha: a voz de João Paulo Dinis anuncia aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74 «E Depois do Adeus». Era o primeiro sinal para o início das operações militares a desencadear pelo Movimento das Forças Armadas.
23h00 - Na Escola Prática de Artilharia (EPA), em Vendas Novas, os capitães Mira Monteiro e Oliveira Patrício e os tenentes Marques Nave, Cabaças Ruaz, Sales Grade, Andrade da Silva e António Pedro procedem à detenção dos comandante e 2º comandante da unidade, respectivamente coronel Mário Belo de Carvalho e tenente-coronel João Manuel Pereira do Nascimento, ocupam as centrais rádio e telefónica e assumem o controlo do quartel.
- Recolhem à Escola Prática de Infantaria (EPI) as forças que se encontravam em exercícios de campo.
- O «10º grupo de comandos» divide-se em equipas, distribuídas por 4 automóveis, para constituir patrulhas destinadas, além de manter a vigilância ao R.C.P., a observar as principais instalações das Forças de Segurança (GNR, PSP, LP e DGS), e dos quartéis da Calçada da Ajuda (RC 7 e RL 2):
- No BC 5 o major Cardoso Fontão comunica aos oficiais presentes o que está a acontecer e os objectivos do MFA. A adesão é total.
- O capitão António Ramos abandona as instalações do Jornal do Comércio e dirige-se para a residência do general Spínola, aonde acorreram, durante a madrugada, o tenente-coronel Dias de Lima e o major Carlos Alexandre de Morais.
23h25 - O capitão Garcia Correia chega à porta de armas da EPC, acompanhado do 2º comandante, tenente-coronel Henrique Sanches, que nessa noite havia convidado para jantar em sua casa, na expectativa de o aliciar para o movimento, o que se revelara infrutífero. Este, verificando que o oficial de dia fora substituído, ordena-lhe que retire imediatamente o braçal, no que não é obedecido.
23h30 - Henrique Sanches convoca para o seu gabinete o major Costa Ferreira, os capitães Garcia Correia e Correia Bernardo, o tenente Ribeiro Sardinha e o oficial de dia substituto, capitão Pedro Aguiar. O seu objectivo é demovê-los da acção revolucionária. No entanto, é informado da sua determinação em prosseguir a acção, bem como de todos os oficiais presentes nessa noite na EPC.

Publicado por José Gonçalves às 08:15 PM

AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU

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Era uma vez um país onde entre o mar e a guerra vivia o mais infeliz dos povos à beira-terra. (...) Era uma vez um país de tal maneira explorado pelos consórcios fabris pelo mando acumulado pelas ideias nazis pelo dinheiro estragado pelo dobrar da cerviz pelo trabalho amarrado que até hoje já se diz que nos tempo do passado se chamava esse país Portugal suicidado (...) Foi então que Abril abriu as portas da claridade e a nossa gente invadiu a sua própria cidade Disse a primeira palavra na madrugada serena um poeta que cantava o povo é quem mais ordena. (...) Foi esta força viril de antes de quebrar que torcer que em vinte e cinco de Abril fez Portugal renascer E em Lisboa capital dos novos mestres de Aviz o povo de Portugal deu o poder a quem quis" J.C.Ary dos Santos

Publicado por José Gonçalves às 06:03 PM

GOVERNO NÃO PROTEGE DADOS INFORMATIZADOS DOS CIDADÃOS

O tratamento informático, de dados sobre os cidadãos Portugueses, nas mãos de quem pouca confiança merece, resulta em situações desta natureza.

Uma cidadã Portuguesa, terá sido, detida, algemada, interrogada e repatriada, pelas autoridades Americanas no aeroporto J. F. Kennedy.
Alegadamente terá tido relações com as FP 25 de Abril, mas foi julgada e ilibada de qualquer ligação ao grupo, por um tribunal Português em 1987.
17 anos depois, é de novo confrontada com as mesmíssimas acusações e proibida de entrar na América.
Sendo do conhecimento público, que após as exigências dos americanos, de pretenderem acesso aos dados dos cidadãos que pretendam visitar os E.U., Portugal entre outros, acedeu, resta perguntar que elementos os serviços Portugueses enviaram para a América.
Já não me surpreenderia que amanhã, Mário Soares, ou Sérgio Godinho, também se vissem impedidos de entrar na América devido ao seu passado antifascista.

Publicado por José Gonçalves às 05:22 PM

abril 23, 2004

23 DE ABRIL DE 1974

Já nada poderia deter a marcha da liberdade, mas alguns pontos havia ainda por afinar.
DIA 23
00h15 - Otelo Saraiva de Carvalho e Costa Martins, protegidos pelo major FA Costa Neves, avistam-se, no Apolo 70, com João Paulo Diniz. Este esclarece que apenas colabora no programa matutino Carrocel do R.C.P., razão pela qual não poderá emitir a senha pretendida. Obtêm, contudo, a garantia de transmissão do seguinte sinal, entretanto combinado, "Faltam cinco minutos para a meia-noite. Vai cantar Paulo de Carvalho «E depois do adeus»", através dos Emissores Associados de Lisboa (E.A.L), que apenas dispõem de um raio de alcance de cerca de 100 a 150 quilómetros de Lisboa. A limitada potência do emissor torna, assim, necessária a emissão de um segundo sinal, através de uma estação que alcance todo o País.
- Deslocam-se, seguidamente, para junto da Penitenciária de Lisboa, onde aguardam que

o ex-locutor do Programa das Forças Armadas em Bissau obtenha informação no Rádio Clube Português sobre a constituição da equipa que entrará de serviço na madrugada de 25. Este apura que o serviço de noticiário estará a cargo de Joaquim Furtado mas, conhecendo-o mal, não arrisca estabelecer contacto.
Manhã - Otelo carrega, no porta-bagagem do seu automóvel, estacionado na Academia Militar, os aparelhos rádio Racal, obtidos por Garcia dos Santos, que se destinam às unidades que não dispõem de material de transmissões, designadamente o Centro de Instrução Anti-Aérea e de Costa (CIAAC) e o Regimento de Cavalaria 3 (RC 3).
Final da manhã - Álvaro Guerra, contactado por Almada Contreiras em nome do Movimento para conseguir a emissão de um sinal radiofónico de âmbito nacional que sirva de código para o desencadeamento das operações, solicita a Carlos Albino, seu colega no República e um dos responsáveis pelo Limite - um programa independente que aluga tempo de antena à Rádio Renascença - a transmissão, no início da madrugada de 25 de Abril, da canção Venham mais cinco, de José Afonso. Carlos Albino pede a Álvaro Guerra para devolver a resposta de que tal canção estava proibida pela censura interna da Renascença. Sugere alternativas, entre as quais Grândola, Vila Morena.
15h00 - Otelo entrega ao major Neves Rosa os documentos finais para policopiar (anexo de transmissões, alterações de missão, indicação do grupo data-hora (GDH) de execução, modo de confirmação da Hora H e a senha e contra-senha a utilizar nos contactos com tropas). Esta missão é efectuada num período inferior a três horas, numa firma de artigos electrónicos na Rua Luciano Cordeiro, 78, pertencente ao referido oficial que coordena o sector da ligação operacional, coadjuvado pelo capitão Sousa e Castro.
Tarde - Encontro de Otelo com o tenente-coronel de cavalaria Correia de Campos, num bar na zona do Rego (Lisboa), onde o último aceita participar no Movimento e assumir o comando do Regimento de Cavalaria 7, coadjuvado pelos tenentes Cid, Cadete e Aparício, logo que concretizada a detenção dos oficiais superiores daquele regimento que deveria ser efectuada por grupos de comandos coordenados pelo major Jaime Neves.
18h00 - Otelo inicia, na Avenida Sidónio Pais, junto ao Parque Eduardo VII, a entrega dos sobrescritos lacrados contendo as instruções finais, bem como de um exemplar do jornal Época - porta-voz do regime, código escolhido para identificar as equipas de ligação (dois oficiais por unidade, circulando cada um na sua viatura e seguindo preferencialmente itinerários diferentes, de modo a prevenir diversas eventualidades) - e, ainda, em alguns casos, material de transmissões.
20h00 - Na residência do comandante Vítor Crespo, no Restelo, realiza-se uma reunião final de Otelo e Vítor Alves com representantes da Armada, nomeadamente os comandantes Geraldes Freire e Abrantes Serra, onde foi obtida a garantia da neutralidade das forças da Marinha.
- O capitão Santa Clara Gomes, oficial de ligação, procede à entrega, na residência do capitão Teófilo Bento, da ordem de missão referente à Escola Prática de Administração Militar (EPAM).
21h00 - Otelo decide pernoitar, por razões de segurança, no RE 1.
23h00 - Chegada a Santarém dos capitães Candeias Valente e Torres, oficiais do Movimento, portadores da ordem de operações para a Escola Prática de Cavalaria. Comunicam telefonicamente com o tenente Ribeiro Sardinha informando que já se encontram na cidade, na Pastelaria Bijou. Este contacta Salgueiro Maia.
23h30 - O capitão Salgueiro Maia desloca-se à Pastelaria Bijou, no Largo do Seminário, em Santarém, para se encontrar com os agentes de ligação.
23h55 - Na viatura de Salgueiro Maia, estacionada junto ao Jardim da República, é-lhe entregue a ordem de operações e acertados os últimos detalhes. Uma viatura da PIDE/DGS ronda a zona e segue o capitão à distância.

Publicado por José Gonçalves às 08:06 PM | Comentários (2)

OS SAUDOSSISMOS DO NUNO

O branqueamento do sentido revolucionário; do evento que em 25 de Abril de 1974 devolveu aos Portugueses, os mais elementares direitos de cidadania; promovido por esta coligação de direita. Tem logicamente os seus apaniguados.
São os frutos da Democracia, que tanto custou a conquistar, à maioria do povo Português.
A propósito da canalhice promovida, pelo Edil da Câmara de Pombal, a um dos símbolos da Revolução de Abril e aqui referida no meu post,”GROTESCO”.
Alguém não concordando, com os meus pontos de vista e incapaz de os rebater, acabaria por soltar a sua sanha provocadora.
Habitualmente, um simples sacudir de ombros, é suficiente para sacudir os parasitas. Mas infelizmente existem certo tipo de parasitas, a quem uma leve brisa não detém.
O Nuno, será porventura um desse tipo.

Se quanto ao circo, desde que não seja o Romano, é um local onde vão os pobres e os tiranos, divertirem-se, com as tiradas dos artistas, à esquerda e à direita.

Quanto ao (Já agora onde estavas no dia 25 de Abril de 1974?), meu amigo, já não ouvia frases desse tipo, desde a última vez que fui abordado pelos teus antecessores, da PIDE/DGS, a que infelizmente os complexos de alguma esquerda, não permitiram pôr um ponto final. Mas nunca será tarde.

Publicado por José Gonçalves às 07:52 PM | Comentários (6)

APOTEOSE NA COVILHÃ

Durão Barroso terá levado um banho de multidão, nesta sua deslocação, em pré campanha eleitoral por terras das Beiras.
A propósito da inauguração da residência P.A. Cabral, na Covilhã, o primeiro-ministro era aguardado, por centenas de manifestantes, entre sindicalistas, trabalhadores e estudantes, que o saudaram veementemente mais às suas notícias de retoma e estabilidade.
Estudantes e trabalhadores, irmanados por um objectivo comum. Onde é que eu já vi isto?

"Durão não és solução" e "Governo para a rua já!" eram duas das frases mais ouvidas pelos manifestantes, afectos à CGTP-IN, a que se sobrepunham os apitos dos estudantes, numa acção a que apelidaram de "apitão" ao Governo.
(in Portugal Diário)

Publicado por José Gonçalves às 06:46 PM | Comentários (1)

abril 22, 2004

GROTESCO

A demarcação dos partidos da direita, sobre as comemorações do dia da Liberdade, traduz na sua forma mais simplista, um saudosismo nervoso da vivência em ditadura.
Perante os factos da nossa realidade, implantada à 30 anos, que tem permitido que esta casta de novos políticos, floresçam impunes, na sua inimizade à Liberdade.
A tomada de posição do edil da câmara de Pombal, sobre a negação de uma homenagem póstuma, a um dos capitães de Abril, que mais vincadamente, assumiu o protagonismo da liberdade e da queda do poder fascizante de Marcelo Caetano, assume foros de autêntico desespero, da idolatração ao decadente império bafiento de 24 de Abril.

Câmara de Pombal recusa entregar medalha do município a Salgueiro Maia

Publicado por José Gonçalves às 11:32 PM | Comentários (5)

22 DE ABRIL DE 1974

Como poderemos imaginar, o dia 22 de Abril de 1974, representaria para os revoltosos, o redobrar de cautelas, o afinar de estratégias, a articulação
de movimentos etc…

DIA 22
00h01
- A partir do início deste dia, todos os delegados do Movimento nas unidades entram em estado de alerta, preparados para receber o contacto do agente de ligação, portador das instruções finais.
- A Escola Prática de Transmissões (EPTm), localizada em Sapadores, recebe autorização do Estado-Maior do Exército (EME), por proposta do tenente-coronel Garcia dos Santos, para o estabelecimento de uma linha directa com o RE 1, da Pontinha, numa extensão de 4 quilómetros. Inicia-se, sem demora, a sua instalação, efectuada por uma equipa comandada pelo furriel Cedoura, que ficará concluída em menos de 24 horas. Tal iniciativa viria a permitir ao Posto de Comando do MFA o acesso permanente às escutas das redes de transmissões militares e das forças de segurança, missão de apoio técnico cometida à primeira unidade militar, em que se destacaram os capitães Fialho da Rosa, Veríssimo da Cruz e Madeira.

11H00 - O capitão FA Costa Martins contacta João Paulo Dinis, no Rádio Clube Português (R.C.P.), por incumbência de Otelo, que o tivera como subordinado no Comando Chefe na Guiné, com o objectivo de emitir um sinal radiofónico para desencadear o movimento. O radialista, que desconhecia o emissário, desconfia da sua identidade, mas aceita, depois de muito instado, aprazar um encontro entre os três, nessa noite, num bar lisboeta.

Noite - Reunião de Otelo, na Reboleira, com os grupos de comandos coordenados pelo major Jaime Neves

Publicado por José Gonçalves às 10:09 PM

PRÉ CAMPANHA

A propósito da pré campanha, para as europeias, o primeiro-ministro inaugurou hoje mais um bloco operatório no H. C. Cabral em Lisboa.
Do discurso optimista, a promessa do governante, de que o governo está a salvar o SNS. Diz o primeiro-ministro, “que o estado não se está a desresponsabilizar das suas funções na saúde e que o SNS, é uma conquista de Abril, que é para salvar”.
Que é uma conquista de Abril, ninguém terá duvidas, que é para salvar também ninguém tem dúvidas. As dúvidas que se manifestam, é para quem será salvo o SNS.
O novo bloco, hoje oficialmente inaugurado, certamente muita falta faz ao SNS
resta saber, é se terá disponibilidade de meios humanos para dele se retirarem os proveitos, tão necessários à população Portuguesa. A exemplo de outras unidades de saúde, cujo caso mais recente será a da maternidade Alfredo da Costa igualmente em Lisboa, onde a falta de médicos torna deficientes os serviços ali prestados.

Publicado por José Gonçalves às 09:28 PM | Comentários (1)

QUIXOTESCO

O sr. José Manuel, mais conhecido, como o “grande” de Portugal, de cognome
o “mentiroso”, continua ufano e ladino, na sua cavalgada contra os fantasmas do passado.
Compreende-se que à revolução diga não, pois sentirá o impacto das suas actividades governativas, no seio das populações, que porventura estará incapaz de erguer outra bandeira que não a da fome.
A sua demarcação, dos feitos gloriosos da revolução dos cravos, fará jus, à sua evolução negativa, na vida da sociedade em que nos inserimos.
Paparrotear os seus feitos, que mais contribuíram, para o desespero das famílias Portuguesas, enfatizando a grandeza do gesto, lembrará D. Quixote.
Alardear a incúria encontrada e votar à indigência, parte das populações mais desfavorecidas, com promessas de fartura, que não se tem como querer cumprir, lembrará os feitos pseudo milagrosos dos falsos profetas.
De pouco adiantará, evolucionar as manifestações de saudável governação, com passes de alquimia barata, quando a realidade se abate diariamente sobre o futuro cada dia mais periclitante dos Portugueses.
O esbanjar de oportunidades de desenvolvimento, em nome do empacotamento da solidariedade e do favorecimento da libertinagem dos eleitos, acabará por conduzir à evolução negativa da democracia.
Não teríamos enfaticamente, motivos para festejar 30 anos da Revolução dos cravos, face aos espinhos recém introduzidos, na nossa vivência quotidiana. Mas temos o dever de celebrando a revolução, assumir Abril, perante as gerações vindouras e honrar o compromisso que os Capitães de Abril nos legaram à 30 anos.

Publicado por José Gonçalves às 09:23 PM

abril 21, 2004

SOLDADOS DA “FORTUNA” OU DA MISÉRIA?

A gestão do Ministério da Defesa, poderia ser encarada como uma gestão moderna, evolutiva.
Mas infelizmente, não só não é evolutiva, como também não é revolucionária.
Terá o sr. ministro, num golpe de mestre, contratualizado, eventualmente de modo conveniente para Portugal, o fornecimento de dois submarinos.
Não está em causa, a necessidade imperiosa da nossa armada, em manter a frota de submarinos, nem pretendo questionar, as opções adiantadas pela NATO, como melhor ou pior, para as acções da NATO e de Portugal.
A interrogação que teima em se manter viva na minha mente, é da opção tomada pelo ministro, quanto ao investimento agora realizado ou a realizar, se houver dinheiro para satisfazer este cumpromisso.
Em ano do fim da obrigatoriedade do serviço militar obrigatório, os exmilitares, que

acabaram os seus contratos com as instituições militares, vivem agora na miséria.
Talvez não tenham, direito ao subsídio de desemprego, talvez.
Talvez não tenham escolhido a opção correcta, ao contratualizarem-se com as forças armadas, talvez.
Talvez nem todos tenham acabado por servir honrosamente a Pátria e as forças Armadas, talvez.
Estaremos perante mais um caso de insolvência de dívidas do ministério da Defesa, que tal como no passado, arrastou jovens Portugueses para uma aventura sem saída?
E com que confiança, os jovens de hoje, olham as instituições militares, que lhes acenam com um futuro promissor, (já que na sociedade civil as saídas são muito precárias) .?
Será que acabamos por correr o risco, de ter dois submarinos novos e não haver marinheiros-soldados para os equipar?

Publicado por José Gonçalves às 10:21 PM | Comentários (4)

21 DE ABRIL DE 1974

Poderia pensar-se, que nesta data, à 30 anos, tudo corria às maravilhas, para os homens do movimento, mas nem sempre terá sido assim. Subsistiam ainda alguns receios de certos homens, algumas dúvidas, que felizmente acabariam por se dissiparem.

DIA 21 - Encontro, na marginal em Oeiras, de Otelo e do major Moura Calheiros com os coronéis Rafael Durão (representante do general Spínola) e Fausto Marques, com vista a obter a adesão do Regimento de Caçadores Pára-quedistas, comandado pelo último oficial, iniciativa que se revela inconclusiva.

Publicado por José Gonçalves às 09:58 PM

SR. PRIMEIRO MINISTRO- DEMITA-SE POR FAVOR.

Os aspectos desoladores da anunciada retoma, têm contrariado as manifestações de optimismo, do primeiro-ministro e outros membros deste executivo.
A cada anúncio, pago ou não, a prometerem a “fatiota completa”, em troca da “tanga”, acabam por surgir inevitavelmente, dados estatísticos, que acabam por contradizer as melhores perspectivas apresentadas.
O que me leva a pensar, que ou este primeiro-ministro, não tem acesso, ou não lê porque não quer, as por demais evidentes Estatísticas Nacionais e os dados da conjuntura, estimados pela U.E e OCDE.
O INE a mais não será obrigado, do que transmitir os dados estatísticos da realidade e estes apontam, para um agravamento do indicador da actividade económica, que claramente indica um abaixamento nas exportações e um aumento das importações a preços mais elevados.
O que traduz, menos 1,1% em Janeiro, menos 1,2% em Fevereiro, menos 1,4% em Março. JÁ SAIMOS DA RECESSÃO?

Segundo os últimos dados do FMI, não só não saímos, como vamos já este ano, agravar o défice e nem o recurso a receitas, mais extraordinárias do que as praticadas este ano, irá salvar a economia Portuguesa.
Sendo este o panorama, que dizer do panorama, das dividas acumuladas por este executivo desde que tomou posse?
Será caso para interrogar o Sr. Primeiro-ministro, sobre o que ainda anda a fazer neste “governo”?
E quanto ao Sr. Presidente da Republica, não terá uma palavra a dizer antes do descalabro total?

Publicado por José Gonçalves às 09:21 PM | Comentários (3)

abril 20, 2004

20 DE ABRIL DE 1974

Creio não haver registo, de grandes hesitações no seio dos militares que preparam a revolta contra o sistema. À distância de cinco dias, para o grande dia…

DIA 20 - Finalmente, na mais importante das reuniões, Otelo Saraiva de Carvalho distribui as missões aos delegados das unidades da Região Militar de Lisboa (Lima), na residência, então vaga, do pai do tenente Américo Henriques, em Cascais.
- Conclusão do essencial dos textos políticos (em cuja redacção, coordenada por Vítor Alves, participaram Franco Charais, Costa Brás, Vasco Gonçalves, Nuno Lopes Pires e Pinto Soares, pelo Exército; Vítor Crespo e Lauret, com a participação menos activa de Teles e Contreiras, pela Marinha e a ocasional presença do major Morais e Silva e do capitão Seabra). A partir desta data, Otelo, que também assegura a ligação com Spínola, passa a efectuar os contactos, por razões de segurança, através do major de cavalaria na reserva Carlos Alexandre de Morais. São da lavra do general algumas das modificações introduzidas, nomeadamente a designação de Movimento das Forças Armadas (MFA), em substituição da versão anterior de Movimento dos Oficiais das Forças Armadas (MOFA) e de Junta de Salvação Nacional (JSN) em alternativa à proposta de Directório Militar.

Publicado por José Gonçalves às 11:10 PM

abril 19, 2004

CONDENAÇÕES QUE NOS ENVERGONHAM

A indignação que paira nas sociedades ditas civilizadas espalhadas por esse mundo, é uma falsa indignação. A morte, saiu à rua, fruto de uma trama, internacional. Em mais um dia de Abril.
Tal como em Hiroxima e Nagasaki, no Vietname, no Chile, no Iraque e na Coreia, a mão Americana, está manchada de sangue dos inocentes.
Palestina, terra de ódios, dividida entre ódios de fé e desespero de mães, viúvas e órfãos.
As organizações internacionais, os diversos Países, das mais variadas tendencias politicas, apressaram-se a condenar mais um assassínio na Palestina.
Os Americanos já perderam algum pudor e não se juntaram à comunidade internacional, são um País isolado.
Mas é esse isolamento, transformado em prepotência, que tem permitido que na Palestina, Palestinos e Judeus se matem dia a dia.
A comunidade internacional, Europa em especial, já nada deve aos Americanos
a sua ajuda para nos libertar do fascismo Alemão, está já mais do que paga
com o sangue dos inocentes, derramado em nome da América.
Não será já tempo de se dizer basta. De se dizer, cumpram-se as resoluções da ONU!

Publicado por José Gonçalves às 08:43 PM | Comentários (4)

19 DE ABRIL DE 1974

O aproximar do dia “D”, acabaria por tornar, os dias mais curtos e as noites mais longas. Mas nem por isso, a segurança terá sido descuidada.

ABRIL
DIA 19 - Otelo Saraiva de Carvalho distribui as missões aos delegados do Sector Sul (Sierra), em casa do major Fernandes da Mota.

Publicado por José Gonçalves às 07:21 PM

EVOLUÇÃO DA REVOLUÇÃO NA ECONOMIA PORTUGUESA

Hoje tem sido um dia famoso de promessas para não cumprir de metas para não alcançar de objectivos falhados à partida.
A duas vozes, não vá a mensagem não passar, ou acabarem por se contradizer
Primeiro-ministro e ministro da economia, optimistas para alem da realidade, apostam forte na recuperação económica, no aumento das exportações.

Cegos pela panaceia costumeira, não enxergam para além da sua deles realidade.
O exemplo dado é o da produtividade que deve passar dos 60% para os 75%, da média europeia, até 2010.
Isto a números normais, significaria, um aumento de 15% em 6 anos, qualquer coisa como 2,5% por ano. Normal e exequível, se Portugal não houvesse parado em 2004, se os restantes países da U.E. acabassem por parar à espera da recuperação Portuguesa. Logo o objectivo será irreal, porque ao invés dos tais 2,5% será no mínimo 5%, e isto desde que a conjuntura, evolua no sentido positivo, nomeadamente para Portugal.

Mas as esperanças dos governantes não são mais do que isso mesmo, já que à partida, levam um atraso quase irrecuperável, motivado pela falta de politicas concertadas, pelo vazio da legislação por cumprir, pela ineficácia das reformas agregadas.
Se o encontro de hoje, destes governantes, pretendia sensibilizar, a iniciativa privada. Bem que podem, esperar sentados.
O futuro continua cinzento, em 2004, 2005 e 2006 Portugal continuará, a ultrapassar o limite dos três por cento, imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC). (dados da OCDE).
Mas a pouca vergonha, não se fica por aqui. Já quanto aos salários da F.Publica
que D. Barroso admitiu no mes passado, na sessão de encerramento do congresso dos TSD, aumentos reais (superiores à inflação) em 2005.
Não passa de mais uma manobra para entreter, (já nem às gentes da sua cor politica, evita mentir) pois com esta previsão, de incumprimento do pacto, com o óbvio recurso a receitas extraordinárias, os tais aumentos se existirem serão sempre muito abaixo da inflação. A excepção será em 2006 por razões óbvias.

Publicado por José Gonçalves às 06:08 PM | Comentários (2)

abril 18, 2004

A “MOCIDADE PORTUGUESA” E O 25 DE ABRIL

PORQUE A MEMÓRIA NÃO SE APAGA
mocidade1.JPG
Com o controlo quase absoluto, sobre os trabalhadores, os intelectuais e os artistas, o regime (derrubado em 25 de Abril de 1974), virou igualmente “baterias” para a juventude. O objectivo, era a doutrinação maciça, (na idolatração do papel do estado e da imagem do ditador) a purga dos ideais individuais, o cercear das liberdades primárias.
Assim nasceu a Mocidade Portuguesa.

Grupo paramilitar de características fascistas, modelado de acordo com os exemplos Italiano e Alemão, foi a Mocidade Portuguesa, organização obrigatória que visava abranger toda a juventude escolar, do ensino primário à universidade, mas que mais tarde, foi restringida (na sua forma compulsiva) às idades de onze a catorze anos.
A politica oficial de promover centros da Mocidade Portuguesa dentro das universidades falhou por completo, constituindo sempre os estudantes o foco mais vivo da rebelião contra o regime e mais difícil de domesticar, sobretudo a partir de 1960
A mocidade fundia alguns aspectos interessantes de escutismo com doutrinação politica e religiosa. Fundada também em 1936 (com um precedente na Associação Escolar Vanguarda criada dois anos antes), rapidamente declinou, tornando-se objecto de mofa e desprezo para grande parte dos adolescentes.
Ambas as organizações adoptaram do modelo fascista os uniformes (camisas verdes, a saudação romana, a terminologia, a estrutura interna, variados lemas, etc. Embora muitas destas características fossem postas de parte a partir de 1945, ainda era possível ver o ministro da educação Nacional levantando o braço em saudação Romana no final da década de cinquenta. O lema principal, era a idolatrada figura de Salazar sistematizada, na fivela dos cintos onde um “S” figurava como parte mais destacada.
E, não obstante todas as criticas dirigidas contra a Legião e a Mocidade, os dois organismos sobreviveram até 1974, assignando-se-lhes missões mais actualizadas (por exemplo, a Defesa civil do território para a legião, ou tarefas de organização estudantil para a Mocidade), numa tentativa de os fazer reviver e de lhes instilar entusiasmo renovado. Citando Hermínio Martins, esses dois exemplos “ilustram um padrão de conduta característico do regime: a tenacidade com que se agarra aos seus símbolos chave e a capacidade elástica com que revive organizações dormentes depois de períodos de descrédito internacional.
Um exemplo de subserviência ao regime fascista pode ser encontrado, em muitas das cartas que alguns jovens de então, com posição social mais elevada e mentalidade moldada, terão escrito ao presidente do concelho de ministros (o fascista Salazar), como esta da autoria de Marcelo Rebelo de Sousa.

Senhor Presidente do Conselho

Excelência

Venho agradecer a Vossa Excelência a amabilidade que teve para comigo ao enviar-me, por intermédio da Senhora D. Jenmy, alguns dos livros de Vossa autoria e por Vossa Excelência rubricados.

Eu, como simples aluno do primeiro ano liceal, acho que é demasiado valiosa para mim a oferta de Vossa Excelência, pois o dever do aluno e filiado da M. P. é tentar melhorar-se e educar-se a si próprio por sucessivas vitórias da vontade.

E para certificar a afirmação feita bastam os versos de Fernando Pessoa: "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce".

E Senhor Presidente, para terminar esta pequena e modesta carta, desejo a Vossa Excelência muitos anos de vida, para bem da Nação Portuguesa e de todos nós.

Com o mais profundo respeito e a mais sentida gratidão, subscreve-se o vosso humilde servo.

Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa

Lisboa, 7 de Abril de 1960

Publicado por José Gonçalves às 09:31 PM | Comentários (1)

18 DE ABRIL DE 1974

O frenesim, que se vivia no quotidiano, da preparação cuidada, do que viria a ser a marcha obre a Capital e a tomada, dos centros de decisão do aparelho do estado, levaria a que todas as cautelas fossem tomadas, mas as questões operacionais haveriam de continuar.

DIA 18 - Otelo Saraiva de Carvalho distribui as missões aos delegados do Sector Centro (Charlie), em sua casa, contando-se entre estes o capitão Correia Bernardo, em representação da Escola Prática de Cavalaria (Santarém

Publicado por José Gonçalves às 12:56 PM | Comentários (1)

O ESTADO NÃO TEM BOMBEIROS

O estado em Portugal não tem bombeiros e continuará a não ter.
Esta afirmação tão simplista, é reveladora das tentativas de manipulação dos
Bombeiros Voluntários, por parte de quem os deveria coordenar e apoiar.

O Presidente da Liga dos Bombeiros, Duarte Caldeira, foi obrigado a usar
aquela terminologia, perante as ameaças de militarização dos Bombeiros, por
parte do SNB e Protecção Civil.
Não sei se serão já, alguns efeitos da “evolução” “laranja”, mas a tentativa falhada de proibir uma reunião dos comandantes operacionais dos Bombeiros de todo o País onde compareceram, 48 dos 60 comandantes existentes, é a par de outras, (como os contratos dos médicos nos Hospitais) reveladora da sanidade democrática deste executivo.
As tarefas exigentes, da coordenação da prevenção e combate aos fogos, estarão assim entregues a agentes, mais saudosistas do revanchismo, do que a profissionais competentes e dedicados. Não será assim de estranhar, que a época dos fogos, se tenha iniciado mais cedo e que as promessas para o período mais “quente” sejam promissoras.

Publicado por José Gonçalves às 12:47 PM | Comentários (2)

JUSTIÇA DESIQUILIBRADA

Incompetência ou estratégia para fragilizar a justiça?

A desconfiança e o descontentamento, estão instalados no seio das instituições
Judiciais. As quebras orçamentais, registadas nos últimos meses no Ministério da Justiça, a falta de diálogo da ministra, com promessas por cumprir, a descoordenação da ministra com os serviços dela directamente dependentes, fazem temer o pior.
As carências estão a generalizar-se de forma assustadora.
É o subsídio materno infantil que foi cancelado.
São os serviços sociais que estão atrasados no pagamento das comparticipações
São os funcionários que aguardam pelo pagamento das actualizações salariais desde o último trimestre de 2003.
São os advogados estagiários, que desesperam pela regulação dos vencimentos a que tem direito.
São os atrasos na regularização dos pagamentos das custas das defesas oficiosas.

"Na verdade, são desenvolvimentos informáticos que não ocorrem, são quadros legais de magistrados que se não repensam ou sequer se preenchem, são quadros de oficiais de justiça que se não adequam, são instalações acanhadas para quem nos tribunais trabalha, são meios periciais escassos que não respondem atempadamente, enfim, é um rosário de carências que não se superam" diz, por seu turno, João Borges, Procurador-geral distrital de Lisboa. (in JN)

Se este panorama já não tranquiliza ninguém, com a aproximação do Euro 2004, novas questões são levantadas.
O funcionamento dos tribunais, 24 sobre 24 horas tem custos que os magistrados querem ver resolvidos atempadamente. A publicação da legislação que estabelece regras sobre o funcionamento dos tribunais durante o Euro 2004, deveria ter acautelado as questões financeiras. Mas assim não sucedeu.

Está aberta mais uma frente, (de “anti-Portugal” dirá a Ministra e seus apaniguados) de contestação contra a desorganização deste executivo, que temos a infelicidade de nos haver calhado em sorte.

Também os juízes já manifestaram idêntica preocupação. A Associação Nacional de Juízes reuniu em assembleia-geral no final do mês de Março e aprovou por unanimidade uma moção na qual exige que o Ministério da Justiça resolva o problema, tal como, aliás, lhes tinha sido prometido. "O Conselho Geral delibera manifestar junto da Senhora Ministra da Justiça e com conhecimento ao senhor primeiro-ministro e à senhora ministra das Finanças, o seu desagrado profundo, bem como a sua intenção tomar uma posição firme, pode ler-se no comunicado.
Fernando Jorge, da Associação dos Funcionário Judiciais, espera também que as verbas sejam orçamentadas sob pena de os oficiais de justiça não prestarem serviço extraordinário.
(in JN)

Publicado por José Gonçalves às 12:04 PM | Comentários (1)

abril 17, 2004

“CHINOCA” COM MOCHILA FAZ PARAR COMBOIO

A segurança de pessoas e bens, está acima de qualquer temor, pelo que Portugal será um dos países mais seguros da Europa.
Se não foi com estas palavras, que o primeiro ministro destacou Portugal em comparação com Espanha, também não fará muito mal, já que com tanta aldrabice afirmada pelo sr., uma indelicadeza da minha parte, não traz mal ao Mundo, tendo em consideração que o sentido da afirmação estava lá e está aqui.
Mas a noticia interessante é que o grau de preparação das nossas forças de segurança, estarão ao mais alto nível, preparadas para qualquer tentativa de desestabilização venha de onde vier.

Os passageiros do comboio "Inter cidades" que fazia a ligação Lisboa-Porto foram evacuados, anteontem à tarde, na Estação da Aveiro da CP, por ordem policial.
Segundo o JN apurou, o aspecto suspeito de um dos passageiros despertou a atenção de um elemento da GNR que, à civil, viajava no mesmo comboio, tendo alertado a Polícia de Aveiro, através de uma chamada de telemóvel.”
O suspeito era um pacato jovem, de 27 anos, de origem chinesa, que viajava para o Porto, levando conseguido uma mochila.”

Pronto! hoje já vou dormir mais descansado.

Publicado por José Gonçalves às 11:34 PM | Comentários (1)

O FILHO ENJEITADO DE UM PAI TIRANO

Com seu ar de falso sacristão, B.Felix, passa o seu tempo, pago por todos
nós, a gozar com os chamados parceiros sociais em particular e com todos
os portugueses em geral.
Daquela cabecinha “pensadora”, têm saído alguns dos maiores disparates
no que à matéria Social diz respeito.
A desfaçatez, com que o dito ministro veio para a comunicação social, afirmar
que se ele fosse empresário, aplicava de imediato, a lei dos 25 dias de férias,
servirá apenas como tentativa, para tentar tapar o aborto que originou.
Que a canalha que assentou arraiais, neste executivo, não tem o mínimo de
escrúpulos, é notório. Resta saber até quando os portugueses estarão dispostos
a serem os “bombos” da festa.

“Bagão Félix não está a aplicar, os 25 dias úteis de férias, aos funcionários dos
serviços e institutos por ele tutelados, que estão em regime de contrato individual
de trabalho, acusa a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública” (TSF)

Publicado por José Gonçalves às 11:22 PM | Comentários (1)

17 DE ABRIL DE 1974

A composição, dos que haveriam de alterar o rumo da história, seguia imparável.

DIA 17 - Otelo Saraiva de Carvalho distribui as missões aos delegados do Agrupamento Norte (November), no apartamento de Dinis de Almeida, estando presentes todos os agentes de ligação para esse sector, facto que se repete nas restantes reuniões.

Publicado por José Gonçalves às 01:19 PM

abril 16, 2004

FIGUEIREDO LOPES DÁ A FACE.

Nunca a pretensão de assumir determinados protagonismos, ou a determinação de avançar com criticas protestativas, se sobreporá à humildade de reconhecer os meus próprios erros e à assunção plena dos meus direitos e obrigações de lealdade para com os mais desfavorecidos.
Não sou de menosprezar, as importâncias da juventude, quando claras, honestas e objectivas nem de sobrevalorizar as afirmações dos mais antigos, por muita carga de honestidade que elas transmitam.
Vem isto a propósito das declarações recentes do Ministro da Administração Interna a propósito da GNR no Iraque, que para além de demonstrar a sua demarcação do líder do partido e do governo, acaba igualmente por transmitir à sociedade uma realidade que o executivo teima em esconder, mas que o dia a dia se encarrega de demonstrar e que se acabará por reflectir, na vida quotidiana de todos nós, se a tais actos de má fé não for colocado um freio de imediato.
A irreverência da juventude, não pode sobrepor-se à consciência colectiva, duma sociedade, já muito martirizada e penalizada.

Publicado por José Gonçalves às 10:29 PM

MARCELO E BARROSO, ÁLMAS GÉMEAS?

Piscar o olho à esquerda e abraçar a direita, foi (reconhecido por ele próprio) o gesto magnânimo de Marcelo Caetano, quando foi nomeado Presidente do conselho, para suceder a Salazar.
Homem ainda pouco conhecido nos meios políticos, quase que conseguia enganar as gentes que ansiavam por uma nesga de paz, progresso e liberdade.
Durão Barroso, segue-lhe as pisadas, mas está longe de lhe suceder em manha e inteligência.
O piscar de olho à esquerda e ao eleitorado “indeciso”, com o gesto “magnânimo” de aproximar o estado, do escritor Saramago, mais não pretende alcançar, que enevoar os sentimentos nobres de parte da população, que crê ainda que D. Sebastião irá voltar um dia.
Que se iludam os seus seguidores, pois garantido está, (por agora) que o fascismo não voltará mais. Pese embora o facto, da desgraça anunciada e vivida já, acabar por não destrinçar, nas cores partidárias (menores) o ninho onde se acoita.
Quanto às boas gentes, que acreditam ainda, que só no “inferno” é que existem diabos, desiludam-se. O “céu” estará já, invadido de falsos samaritanos, que aproveitando a boa fé e honestidade dos humildes, lhes suga a vontade e lhes enegrece o futuro.

Publicado por José Gonçalves às 09:53 PM | Comentários (1)

C…. POSTAS DE PESCADA OU DE CHERNE?

Com a arrogância que lhe é peculiar, o líder do PSD abriu a boca e lá saíu asneira.
Não é de levar em conta, a sua promoção a “A voz do dono” (de Bush), nem sequer a autoproclamada censura (afronta) ao povo Espanhol.
Já mais ou menos se tinha como dado adquirido, que o sr. tinha más digestões e que não terá ainda digerido a perda do seu amigo Aznar.
Como é notório, não se livrou ainda do luto, pela perda daquele ente “querido”, mas já se coloca em bicos de pés, para defender o “amo”, tanto na península como na Europa.
O que é preocupante, é a falta de sentido de estado, na sua bazófia, de considerar que Portugal é um País muito mais seguro do que Espanha, apesar de continuar no Iraque e do futuro governo de Espanha, afirmar ir retirar as suas tropas em finais de Junho.
A provocação, mais própria de putos no recreio de alguma escola, poderá sair cara a Portugal. E será bom lembrar, que a decisão de compartilhar os despojos do Iraque, foi e é da exclusiva responsabilidade do sr. D. Barroso, não lhe cabendo legitimidade, para em nome de processos inconfessáveis, pedir sacrifícios dessa natureza aos Portugueses.

Publicado por José Gonçalves às 08:21 PM | Comentários (3)

16 DE ABRIL DE 1974

Estava em formação o “comboio”, que haveria de demandar Lisboa, na sua marcha vitoriosa contra o fascismo.

Dia 16:Otelo Saraiva de Carvalho reúne, no RE 1, com o major Eurico Corvacho a quem explica a ideia geral de manobra, particularizando as movimentações a levar a cabo na Zona Norte. A pedido deste, agrega-lhe as forças do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE) de Lamego, cometendo-lhes a missão de reforçar as tropas do Porto.

Publicado por José Gonçalves às 07:45 PM

abril 15, 2004

15 De Abril de 2004

Porque a memória dos homens não é curta.

Trinta anos após, a queda inexorável do fascismo, a abolição da censura, e o restabelecimento das liberdades.
Doze anos após, a execração do poder instituído, ter exilado um dos seus
filhos. Motivados pelo saudosismo da fascizante censura.
Um executivo, igualmente representativo, da direita mais obsoleta e anti-social
num arremesso de democracia, decide por moto próprio (?), emendar a mão e reconhecer o erro do passado.
Saramago, já não terá razões para continuar exilado, poderá voltar para a mãe
Pátria. Onde ao que consta, nunca deixou de pagar os seus impostos, mau grado alguns dos seus detractores, não poderem reclamar a mesma dignidade.
O reconhecimento internacional, do seu talento, acabaria por impor, ainda que
contra a corrente, a sua “absolvição”. Em democracia, não há lugar para a
perseguição intelectual ou outra.
O ajuste de contas ficará adiado. Para já, fica para a história, o reconhecimento
do erro cometido.
Ficará o País lisonjeado com tanta distinção?
Irá o país premiar, tamanho reconhecimento?

Publicado por José Gonçalves às 11:12 PM | Comentários (4)

15 DE ABRIL DE 1974

Porque a memória de um povo, não será traída, por quem quer adulterar o rumo da história.
ABRIL
DIA 15 - Otelo Saraiva de Carvalho conclui o Plano Geral das Operações, que intitula simbolicamente "Viragem Histórica". Divide o país em duas grandes áreas de operações: Zona Norte e Resto do País, sendo este segmentado em quatro áreas. As unidades do Norte deveriam convergir para o Porto, onde ocupariam pontos estratégicos, nomeadamente o Quartel-General, instalações de forças de segurança, estações de rádio e televisão, aeroporto e pontes. As unidades situadas a Sul do Douro adoptariam idêntica manobra relativamente à capital, sendo atribuídas a algumas das colunas mais importantes missões de natureza táctica. (EPC e EPA). Nesse mesmo dia entrega-o ao tenente-coronel Garcia dos Santos para que este elabore o Anexo de Transmissões.
Encontro no restaurante Califa, em Benfica, de Otelo, do capitão Frederico Morais e dos tenentes milicianos Luís Pessoa e Miguel Amado com vista a planear a tomada da Emissora Nacional. Escolha do Rádio Clube Português (R.C.P.) para posto emissor do MFA, em virtude de possuir uma rede que cobre o país e o Ultramar, emitir noticiários de hora a hora em simultâneo e de dispor, nas instalações da Rua Sampaio e Pina, nº 26, de um estúdio compacto, de gerador de emergência com entrada automática em funcionamento e radiotelefone para o centro emissor em Porto Alto.
Meados de Abril - Álvaro Guerra, elemento de ligação entre alguns oficiais do MFA e meios civis da oposição, obtém a colaboração do núcleo do República, no qual se conta o seu director, Raul Rêgo, bem como os jornalistas Álvaro Belo Marques, Carlos Albino, Fernando Assis Pacheco, José Jorge Letria e Vítor Direito. (in I.Camões)

Publicado por José Gonçalves às 10:26 PM | Comentários (1)

abril 14, 2004

A FALÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES

A falência das instituições institucionais em Portugal, chocam o mais libertino
dos governantes, de um qualquer País terceiro mundista, menos afamado.

Não há memória, que uma tomada de posse, já publicada em D.R. (neste caso
Juízes) tenha sido adiada, porque à ultima hora se terá constatado, pela não
existência de verbas, orçamentadas, para pagar os vencimentos desses novos juízes.

Do mesmo modo, que a abertura da “caça” aos super cérebros, enjeita as oportunidades dos nacionais residentes e dos nacionais “exilados”, prometendo primazia, para sábios de antanho, que aceitem trocar o frio “ siberiano” pelo calor das praias portuguesas.

Publicado por José Gonçalves às 10:55 PM | Comentários (1)

GOVERNO DESCONTROLADO

Portugueses, mais iguais, na vida, na morte, no emprego e no desemprego.
O ministro Bagão, já não sabe como extorquir mais dinheiro aos trabalhadores Portugueses. Vai daí, lembrou-se, aquela alminha (que nosso senhor há-de levar para o inferno), de igualizar todos os portugueses em situação de desemprego.
Assim todos os trabalhadores que tenham sido despedidos ou que se tenham
despedido passam a ter “direito” ao fundo de desemprego.
A razão virá escrita em letra de Lei?

Segundo Bagão Félix a principal razão da anulação desta diferença de estatutos tem a ver com facto de Estado não ter condições para vigiar todos os casos, concluindo que "não vale a pena legislar se depois não tem capacidade de controlar" (in RR)
Tomando como boas as palavras desta “sumidade”, uma interrogação lateja nos meus já cansados neurónios.

Que palhaçada, anda este executivo a fazer, quando no ministério das finanças, se traduz, como objectivo primeiro, fazer cumprir a lei no que concerne ao combate à evasão fiscal, (embora todos saibamos, que é apenas cantiga para adormecer “totós”.)
Assim como na justiça, onde se esfalfam a trabalhar para produzir leis que afinal ninguém irá controlar, (embora todos nós saibamos que são leis só para mal vestidos). Etc. Etc.

Ou será que a sumidade, se prepara para sacar parte dos subsídios devidos, só porque um ou uma cidadã, em situação de despedido, vive (por exemplo) sozinho?

Publicado por José Gonçalves às 10:37 PM

CASAMENTO À MODA INDIGENA

A coligação “Força Portugal” iniciou os primeiros passos, mas ainda sentada.
Corre por aí, que o contrato pré nupcial, estará já registado, sem pompa nem circunstância, faltando conhecer ainda os noivos.

Tanto quanto consegui apurar, o copo de água, estará já marcado, resta saber é se os “nubentes”, conseguirão chegar à noite de núpcias.

A esta hora, já circulam rumores que dão conta do nome da noiva, só que por agora duvido da veracidade desses rumores, pois tenho noticias de a que, a noiva, ainda não terá considerado definitivamente em dar o sim. Tanto quanto consegui apurar, o dote prometido à noiva, não satisfará o seu “ego”, pelo que se irá manter ainda o tabu.

As dificuldades manisfestadas pelos “padrinhos”, na escolha do par de nubentes, só terá sentido, se há boa maneira indígena, os noivos tenham sido já prometidos, embora disso não tenham conhecimento.
Pelo que se terá de aguardar pela passagem dos 30 anos de Abril, para que os nubentes sejam conhecidos e possam desse modo endereçar os respectivos convites. Ou quem sabe, iniciarem desde já o processo de divórcio.

Publicado por José Gonçalves às 10:04 PM | Comentários (1)

A REPRESSÃO DOS TRIBUNAIS PLENÁRIOS

Porque a memória dos homens e mulheres, que não viveram Abril, nos merecem todo o respeito e lealdade.( jg )

Os tribunais plenários, juntamente com a PIDE, as Forças Armadas, a censura, a banca, a esmagadora maioria do episcopado português e outros elementos da hierarquia da Igreja Católica foram os principais sustentáculos da ditadura que se prolongou de 28 de Maio de 1926 a 24 de Abril de 1974.

Surgia, em 1933, a PVDE, nome mais tarde tristemente célebre pela designação PIDE. Também lhe competia a elaboração do processo que decorria sem qualquer assistência jurídica. Os autos de declarações, obtidos, muitas vezes, através de espancamentos, violações, chantagens e outras torturas físicas e psicológicas, faziam fé em julgamento

Mais de 90 por cento das testemunhas nos processos são pides. Para a defesa dos arguidos, os advogados também indicavam como testemunhas de defesa os inspectores, chefes de brigada e agentes da PIDE que haviam feito a investigação. Todavia, nunca compareciam no julgamento, sob a alegação de estarem ausentes em serviço urgente.

O pós-guerra levou Salazar a procurar um novo rosto político para o Estado. Fez uma operação de cosmética jurídica. Em 20 de Outubro de 1945 acabaram os tribunais militares especiais. Deram lugar aos tribunais plenários de Lisboa e do Porto. Dois dias depois da institucionalização, outro decreto-lei atribuía à PIDE a exclusiva competência para a instrução dos processos. Continuava a recorrer aos mesmos métodos e a aperfeiçoá-los para extorquir e forjar confissões. O cérebro da PIDE era então o subdirector, José Catela, mas o director, o capitão Agostinho Lourenço, posara numa foto ao lado de Kramer, um dos instaladores dos campos de concentração nazis. Na mesma altura em que Salazar tinha no gabinete de trabalho a fotografia de Mussolini

As audiências eram, praticamente, vedadas ao público. Antes de começar o julgamento, nos lugares da sala do plenário sentavam-se elementos da PIDE. A pretexto da lotação estar esgotada, a PSP, à porta, impedia o acesso a familiares, amigos e jornalistas.

Este é um dos aspectos mais esquecidos do fascismo. Tão esquecido que até os juízes transitaram, tranquilos, para a democracia. ( in I.Camões)

Publicado por José Gonçalves às 12:38 AM | Comentários (3)

abril 13, 2004

A “EVOLUÇÃO” DA RETOMA.

Segundo o INE, Portugal, entre Janeiro e Fevereiro de 2004 diminuiu as exportações para os países extra comunitários, em cerca de 4,9% e diminuiu ainda as importações para os mesmos países em cerca de 0.5%.
Daqui resulta, um défice de 6,6% entre os dois primeiros meses do ano face ao mesmo período de 2003. Qualquer coisa como 588.3 milhões de Euros.
Neste período registou-se um aumento de 17% nas importações dos Estados Unidos em comparação com as quebras de 15,7% com a OPEP.
As liberalizações, tomadas como evolução, conjuntamente com a evolução negativa da economia portuguesa, acabam por ter um efeito retardador, na evolução da retoma laranja.
Daqui resultará inevitavelmente, um menor “recobro”, por parte das parcas carteiras dos Portugueses. Enquanto o défice comercial se agrava.

Publicado por José Gonçalves às 08:31 PM | Comentários (1)

UM CASO DE SAÚDE PUBLICA

Porque será que cada vez mais, se encontra a morte nos hospitais portugueses
quando se vai apenas à procura de algum linimento para tratar uma pequena maleita?
Já toda a gente sabe, que de há dois anos a esta parte, os hospitais, têm vindo a perder em qualidade. A imposição de regras anti natura, tem originado os mais graves atentados à saúde humana.
É normal, encontrar nos serviços de urgência, médicos “tarefeiros”, que apenas lá se deslocam, para trabalhar umas horas nas urgências. findas as quais, retornam para os serviços em clínicas privadas. Não existindo uma verdadeira cultura de médicos internos.
Só assim se compreenderá, mas jamais se poderá aceitar, que casos como este, se repitam quase diariamente.

(Laura Maria de Sousa, de 95 anos, morreu ontem de paragem cardio-respiratória no hospital do Barreiro, depois de ter sido algaliada por indicação médica. A família não acredita na versão do boletim clínico e já enviou o relatório para o Ministério Público para investigação).(in CM)

Evidentemente, que os familiares têm todo o direito à indignação e que devem recorrer à justiça para tentarem perceber os porquês, destas situações.
Mas situações desta natureza, não têm apenas “justificação”, na falha do médico e/ou dos serviços. A questão de fundo, é que para haver bons médicos, há que contratá-los e dotá-los de um serviço adequado, com padrões de qualidade e auto exigência próprios não compatíveis com níveis de rendimento numerário.

A questão, para além de ser meramente politica, já está a tornar-se, num caso grave de saúde pública. E isto, é deveras preocupante.

Publicado por José Gonçalves às 05:58 PM | Comentários (1)

abril 12, 2004

GOZEM ENQUANTO VÃO PODENDO

M. Caetano também achou piada, em gozar com o povo, após as eleições de 1969, mas depois, não deve ter achado muita piada, por levar um pontapé no cu.
Vem isto a propósito, da “palhaçada” da coincidência, do discurso do ministro
Theias, sobre a aprovação de três projectos, para o Parque Natural do Tejo
Internacional, logo quando o Sr. Presidente da Republica, estava de visita ao local e ouvia as queixas dos responsáveis do parque.
Bem pode o Sr. Presidente, mandar comprar um carro topo de gama alta, (também tem direito) para dar uma volta geral pelo Portugal mais desfavorecido, a ver se assim, mais projectos são aprovados durante a sua presença nos locais.

Publicado por José Gonçalves às 07:42 PM | Comentários (4)

REVOLUÇÃO OU EVOLUÇÃO? a balança dirá!

A propósito de contrariar as forças democráticas e a população em geral, que
encaram a revolução dos cravos, como uma força pacífica, libertadora e aglutinadora
dos mais elementares direitos do povo.
O executivo, aposta no slogan propagandista de “evolução”, pago por todos os contribuintes.
Só que a evolução propagandeada, não é evolução mas retrocesso.
Pensei colocar em dois pratos de uma mesma balança, devidamente aferida, as evoluções

e retrocessos deste executivo. Mas tal tarefa está a tornar-se muito penosa, já que o prato destinado ás evoluções teima em manter-se no topo do fiel, enquanto o dos retrocessos se afunda sob o peso da realidade.

RETROCESSO -------------------------------\-----------EVOLUÇÃO
Aumento da taxa de desemprego---------------------Diminuição artificial do défice público
Aumento das taxas moderadoras
Diminuição das comparticipações por
baixa na doença
Congelamento de aumentos salariais
Aumento das dívidas no M. Saúde
Mais precariedade na assistência
médica
Mais área ardida
Menos prevenção dos incêndios
Diminuição do património móvel do
estado
Diminuição do património fixo do
estado
Mais estradas sem conservação
Maior numero de empresas falidas
Maior numero de presos preventivos
Maior taxa de analfabetização
Maior percentagem de abandono escolar
Aumento da precariedade no emprego
Diminuição do poder de compra
Menor taxa de investimento
Maior endividamento do subsector estado

Publicado por José Gonçalves às 07:16 PM | Comentários (2)

DURÃO BARROSO QUER OFERECER A TAP

Durão Barroso, pretenderá oferecer de mão beijada, aos seus amigos
a transportadora aérea nacional.
A prossecução deste objectivo, estará à muito delineada, pese embora as afirmações contrárias, nem sempre pronunciadas de forma categórica.
As declarações proferidas hoje, pelo “comissário político” do PSD na TAP, mais que indiciarem as dificuldades, anunciam desde já, todas as maquinações, com vista à desestabilização da companhia.
O gestor da TAP, talvez por ser estrangeiro, talvez por ser mais competente, não é bem visto pelos seus órgãos administrativos. Daí, que tenha sido criticado pelo anuncio dos resultados do ano passado e pela sua intenção de dividir pelos trabalhadores as compensações a que estes têm pleno direito.
É bom não esquecer, que a situação actual da TAP, será fruto do trabalho conjunto do seu gestor e da maioria dos seus trabalhadores.
As afirmações de hoje, do sr. comissário, garantindo que a TAP, este ano irá duplicar os resultados e que até 2005 terá de despedir 1 milhar de trabalhadores revela a incompetência do sr eng, e o desagrado pela evolução positiva da empresa. Para alcançar os seus fins, nada melhor que desestabilizar a empresa, provocando dúvidas e incertezas, nos trabalhadores, pensará o prosaico administrador, com a bênção solene do sr. 1º ministro e seus pares.

Publicado por José Gonçalves às 06:53 PM | Comentários (3)

abril 11, 2004

O FIM DA “PRIMAVERA” MARCELISTA.

Decorria Outubro de 1969, o frenesim era enorme, entre as forças anti regime.
Marcelo Caetano, após assumir o poder, em consequência do afastamento de Salazar, (vítima de queda), viu-se pressionado, para tolerar algumas liberdades. Diminuiu a censura, os jornais de então, passaram a poder publicar determinados artigos sem censura, apenas a questão da “guerra” nas colónias, se mantinha tabu. A PIDE/DGS, mantinha-se discreta, numa situação de expectativa.
A campanha eleitoral, decorria sem muitos sobressaltos, em todos os comícios da oposição, era notória a presença de elementos mais retrógrados do exército e até da AN/DGS, cuja missão para além de não permitir certos excessos de linguagem, seria também o de proibir qualquer referência às colónias.
Num determinado comício em Almada, a presença de militares, que a todo o custo, pretendiam calar a voz dos oradores, acabou mesmo por, resultar num sururu tremendo, com ameaças de invasão da sala. Por fim lá acabou por imperar o bom senso, apesar de haver terminado mais cedo o comício, por imposição das forças da “ordem”, não se registaram confrontos.
Tanto quanto julgo saber, situações desta natureza, acabaram por se registar um pouco por todo o lado.
Em Novembro lá acabaram por se realizar as eleições, “livres” na opinião de alguns, oprimidas na opinião de muitos outros.
Se é verdade que as mulheres tiveram direito de voto, não menos verdade será que muitas acabaram por não votar, assim como os homens, já que os cadernos eleitorais estavam viciados.
nas regiões mais no interior do país, valendo-se da situação de analfabetismo, quase generalizada, os representantes da Igreja, criticavam os valores da oposição, com ameaças veladas, de que vinham aí os comunistas, para acabarem com os valores da “santa igreja” e até de Fátima.
Os soldados que lutavam nas colónias, não tinham direito de voto, ou o seu voto era utilizado pelos comandantes.
A vitória à partida, estava assegurada para a AN e para o executivo de então. Estava assim encerrado mais um capítulo da farsa, montada pelos esbirros fascistas, para Mundo ver.
As consequências não tardaram a surgir, com o recrudescer da repressão, sobre todos quantos tinham manifestado oposição, obrigando ao exílio uns e à prisão outros.
Situação esta, que apenas seria invertida, com o 25 de Abril de 1974.

Publicado por José Gonçalves às 11:15 PM | Comentários (3)

CHAMEM “O COBRADOR DO FRAQUE”

P.S. Lopes, gosta de viver na luxúria, o seu sonho de viver numa casa “Grande”
está longe de se concretizar, entretanto e para minimizar o desconforto, deixa que a CML se permita não honrar os seus compromissos, para com os trabalhadores e a fundação “ O Século”.
Para que o edil navegue (em carros topo de gama alta) nas águas turvas da opulência, outros mendigam…
cobr.JPG
O administrador da Fundação O Século diz estar impedido de perspectivar novos projectos da instituição, pois não sabe quando irá a Câmara de Lisboa pagar os 700 mil euros que ainda deve.(inRR)

Publicado por José Gonçalves às 05:47 PM | Comentários (3)

abril 10, 2004

PORQUE NOS SUICIDAMOS?

A Operação Páscoa já contabilizou nove mortes, duas das quais ocorridas entre as 00h00 e as 12h00 de hoje, período em que se registaram dois despistes graves e uma colisão, que provocaram ainda um ferido grave. (in Público)

RESOLVER É PRECISO.
É necessário acabar com o suicídio nas estradas portuguesas. A repressão por si só não vai resolver problema nenhum.
Enquanto os governantes deste país não se capacitarem que será com educação e prevenção que

poderá ser dado um golpe na sinistralidade nas estradas, nada feito.
A tentativa de resolver a questão com multas muito pesadas, apenas vem aguçar o engenho dos auto infractores e a impunidade dos automobilistas mais ricos.
Penso que o exemplo de alguns dos nossos governantes e políticos, demonstrado há dias na TVI
sobre os excessos de velocidade, são uma prova cabal do sentimento de impunidade que ainda divide os portugueses.
Assim o que se espera deste executivo, é a formação cívica e técnica dos automobilistas visando um maior apuro na arte da condução automóvel.
As importâncias, recebidas pelo estado, resultantes das multas aplicadas, bem que poderiam ser utilizadas para esse fim. A formação continua e gratuita dos recém encartados, sem registo de acidentes ou manobras perigosas, a reavaliação (a expensas próprias) dos maus condutores, penalizados por condução imprópria ou acidentados.
Para mim, urge encarar de modo sistematicamente diferenciado, este problema, há excesso de velocidade e há velocidade excessiva, há excesso de repressão e decréscimo de formação. Até quando?

Publicado por José Gonçalves às 05:33 PM | Comentários (4)

DIA DO COMBATENTE

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Usando a prerrogativa de ser o chefe supremo das Forças Armadas, o Presidente da República prepara-se para discursar nas comemorações do Dia do Combatente, que decorrem sábado, na Batalha. Em vésperas dos 30 anos do 25 de Abril e com um currículo de democrata e antifascista a toda a prova, Jorge Sampaio toma assim em mão a tarefa de mandar calar Paulo Portas e de afastar da ribalta das instituições o discurso saudosista, bafiento e salazarento dos nostálgicos do Império. (in Publico por S.J.A.)

Publicado por José Gonçalves às 03:26 PM | Comentários (1)

Porque vieste em Abril, sobre blindados de cravos

PORTUGAL RESSUSCITADO

Depois da fome, da guerra
da prisão e da tortura
vi abrir-se a minha terra
como um cravo de ternura.

Vi nas ruas da cidade
o coração do meu povo
gaivota da liberdade
voando num Tejo novo.

Agora o povo unido
nunca mais será vencido
Nunca mais será vencido.

Vi nas bocas vi nos olhos
nos braços nas mãos acesas
cravos vermelhos aos molhos
rosas livres portuguesas.

Vi as portas da prisão
abertas de par em par
vi passar a procissão
do meu país a cantar

Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido

Nunca mais nos curvaremos
às armas da repressão
somos a força que temos
a pulsar no coração

Enquanto nos mantivermos
todos juntos lado a lado
somos a glória de sermos
Portugal ressuscitado

Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido.

José Carlos Ary dos Santos
(Caxias, 26 de Abril de 1974)

Publicado por José Gonçalves às 12:51 PM

abril 09, 2004

EUROPOBRES

Mais de metade das famílias portuguesas estão abaixo dos limites de pobreza da União Europeia.
De acordo com o estudo Patterns of Poverty Across the Europe da Comissão Europeia avançado pelo Expresso, 51% dos portugueses vivem com menos 60% do rendimento anual mediano da União Europeia, ou seja, são estatisticamente “europobres”.

Publicado por José Gonçalves às 11:21 PM | Comentários (2)

A "primavera" marcelista e o 25 de Abril

… Assim, como se disse anedoticamente e ele próprio comentou, fez sinal à esquerda e virou à direita.
Fazer sinal à esquerda significava transigir em alguns pontos menores destituídos de perigo. Chamou do exílio Mário Soares e deixou regressarem à pátria centenas ou milhares de outros, incluindo comunistas confessos e o bispo do Porto, forçado a sair em 1958. Retirou parcialmente, à PIDE, os seus quase plenos poderes e moderou um pouco a actividade da censura. Permitiu que elementos da Oposição se reunissem em Aveiro num congresso, dito republicano histórico. Nas livrarias começaram a aparecer dezenas de obras de género “subversivo”, que antes teriam sido imediatamente confiscadas. Teatros e cinemas ganharam maior liberdade de exibição de peças e filmes de conteúdo social ou “imoral”. Nos lugares públicos, passou a falar-se mais abertamente e com menos receio. Etc.
Virar à direita significava manter a estrutura do “Estado Novo” na sua essência. Ministros nomeados por Salazar foram conservados no novo governo, só muito gradualmente sendo substituídos: no Verão de 1970, ainda se mantinham cinco deles. Tropas Portuguesas continuavam a seguir para África para lutar contra os rebeldes. Não foram permitidos partidos políticos. Não se concedeu qualquer amnistia. Recusou-se liberdade de associação.
A política estrangeira não sofreu alterações. Nada do sistema corporativo foi modificado. Não apareceu nova lei de imprensa. Na verdade, nada de essencial mudara, realmente, dois anos após a queda (da cadeira) de Salazar.
As eleições legislativas de Novembro de 1969 constituíram a pedra de toque da política marcelista. Pela primeira vez em quarenta e quatro anos, a Oposição foi às urnas em quase todos os círculos de Portugal e Ilhas adjacentes. Em muitas assembleias de voto, nomeadamente nas grandes cidades, as eleições puderam considerar-se livres, com fiscalização por parte de representantes oposicionistas. As mulheres tiveram direito de voto.
Contudo, como não foram autorizados partidos políticos e como a campanha eleitoral só se pôde processar no mês imediatamente anterior às eleições, a Oposição não tinha quaisquer hipóteses de vencer a poderosa máquina do regime. Milhares de votantes potenciais não estavam registados, ao passo que outros tinham sido, riscados dos cadernos eleitorais, na boa tradição do passado. Sem confiança, nem no governo, nem na Oposição e receando o que pudesse acontecer, muita gente preferiu ficar em casa e aguardar o que viesse, com o resultado de que o número de abstenções, nomeadamente nas grandes cidades, foi além dos votantes…
continua.
(in História de Portugal – AHOMarques)

Publicado por José Gonçalves às 09:46 PM

A ORDEM E O MINISTÉRIO ?

A morte prematura de dois cidadãos, deveria merecer mais interiorização
por parte de quem, representa as classes apontadas como eventuais causadoras daquelas mortes.
Que a ordem dos médicos, venha a terreiro, defender um associado, tolera-se mas não se aceita.
Existem mecanismos próprios, ao dispor da Ordem, para tal prática, sem ser a

praça pública. E necessariamente, acabaria por ser mais vantajoso para o país se a evolução dos actos da dita Ordem, se virassem para a defesa dos seus associados, (tendo como pano de fundo, os cidadãos que os alimentam), isto no estrito cumprimento de um dever de salvaguarda da saúde pública.
Quanto ao governo, pela voz do sr. Carlos Martins, que vem a terreiro negar que a investigação procure “bodes expiatórios”, para o que aconteceu, deixa-me muito preocupado.
A ser verdade que decorre um inquérito, por parte da Inspecção-Geral de Saúde como será que o governante, pode afirmar que não há promiscuidades no desenrolar do dito processo?.
Será que já tem conhecimento do relatório final?
Será que tem conhecimento que desta vez não existe a tal promiscuidade?
Quem lhe poderá garantir, que não houve nem nunca haverá promiscuidade

Publicado por José Gonçalves às 12:20 AM | Comentários (2)

abril 08, 2004

VALORIZAÇÃO OU EQUIDADE

“O Presidente da República está preocupado, com o igual acesso dos portugueses, ao Sistema Nacional de Saúde, com a existência dos Hospitais S.A. Jorge Sampaio sublinha, que todas as pessoas devem ser tratadas da mesma maneira.”

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Provavelmente terá muita razão, mas a realidade manifesta, evidentes sinais contrários.
Muito mais terá o Sr. Presidente que fazer, para acabar com a sua (dele) preocupação
e com a realidade, das preocupações dos Portugueses.

Publicado por José Gonçalves às 07:37 PM | Comentários (4)

abril 07, 2004

ISTO SÓ MESMO PARA RIR

O Ministro da saúde, pretende acautelar as condições de saúde que os cidadãos
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