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janeiro 16, 2005
Aos “milhentos”, Luís Ene e Zeca Telhado, que connosco convivem.
No horizonte Português perfilava-se nestes últimos meses, a expectativa de uma solução política, seriamente capaz de devolver alguma dignidade aos Portugueses.
A dicefalia do sistema Politico seria capaz de gerar uma alternativa ainda que sistematicamente em alternância, mas por isso mesmo, muito mais critica e eficaz.
As expectativas, não se pode afirmar ainda que tenham saído goradas, pese embora o que o quotidiano nos tem apresentado.
Para as forças politicas da direita, PSD/CDS, as políticas preconizadas por este PS são tendenciosamente extremistas, de Esquerda.
Para as forças políticas da esquerda, PCP/BE, as políticas preconizadas por este PS são tendenciosamente de direita.
Se o intuito é “baralhar” o cidadão eleitor, esse objectivo estará quase conseguido.
É certo porém, que cada um deve pensar pela sua própria cabeça, mas não é menos certo que apenas a participação no próximo acto eleitoral, dará a cada um, razões para confrontar os políticos com as promessas anunciadas.
Deve o cidadão eleitor fazer uso do seu direito constitucional de votar.
É simples.
Se não acredita no PS, mas sente que é a esquerda, que melhor poderá defender os seus ideais, é óbvio, vote na esquerda, (sempre será melhor uma maioria de esquerda, ainda que fraccionada, do que uma da direita).
Se não acredita no PS, mas sente que é a direita, que melhor poderá defender os seus ideais, é óbvio, vote na direita, (isto se tem a memória curta ou é masoquista).
Mas se não acredita nos políticos, se está plenamente desconfortado, desiludido até, com essa corja de oportunistas, vá votar do mesmo modo, (lembre-se, que se por um voto se pode ganhar, por um voto também se pode perder e bem lá no fundo, há uma tendência que não deve desprezar).
Mas se optar por ficar em casa, não se surpreenda se o lado bom da sua consciência o questionar vezes sem conta. “ Então que fizeste para aproximar os teus ideais da tua vida…?”
Publicado por José Gonçalves2 às janeiro 16, 2005 07:42 PM
Comentários
Eu irei lá estar para ajudar a correr com esta corja que nos inferniza o dia-a-dia!
Publicado por: canzoada às janeiro 16, 2005 08:59 PM
E vou votar na direita (segundo os comunistas) pois vou votar PS!
Publicado por: canzoada às janeiro 16, 2005 09:00 PM
"...Mas se não acredita nos políticos, se está plenamente desconfortado, desiludido até, com essa corja de oportunistas..."
Estou sim senhor. Ou por outra, se calhar nem tanto. Mas então este país não teve 30 anos de carroçel PSD/PS? Não foi, principalmente, com estes dois blocos que se chegou a um nível de descredibilização total? Está aí a história a falar.
Mas a realidade vai mais fundo, camarada; O que está errado é o sistema político em si; Está´podre e nunca conseguirá sair da podridão enquanto subsistir, venham os políticos mais sérios que vierem, "adaptam-se" logo ( ou são adaptados ) ao status-quo vigente.
Só vejo uma maneira de estes "estabelecidos" tremerem: Quando a populaça que não vota fôr o partido mais votado. Aí, esses senhores vão tremer, podes crer, porque começarão a ver o chão podre e nausabundo que os sustenta a fugir-lhes debaixo dos pés.
Um abração do
Zecatelhado
Publicado por: Zecatelhado às janeiro 16, 2005 09:01 PM
Quando ouço pessoas conscientes a dizer que não vão votar, sinto um friozinho pela "espinha" acima... (e não é da bronco-pneumonia).
É que na hora da contagem dos votos o que fala mais alto são os números. Quem não foi votar é dado como alguém que não se interessa, ponto final, acabou-se.E essa crença de que o sistema político vigente pode ser mudado por via da abstenção, cheira-me á mais lírica utopia.
Com uma agravante nisto tudo: não ouço ninguém das bandas do PP/PSD a apregoar que não vai votar.
um abraço
Publicado por: Ana às janeiro 16, 2005 10:36 PM
Muito bem dito! não ir votar também é opção, mas difícil de tomar nesta conjuntura.
Publicado por: Inês às janeiro 16, 2005 10:39 PM
se nao votamos como podemos reclamar depois das promessas não cumpridas? se nao votamos ficamos nada podemos dizer depois, pois nada fizemos para melhorar a situaçao (que ja por sim tá mm mt má). e nem vale a pena dizer k um voto nao faz diferença... se todos pensarem o mm nao vamos chegar a lado nenhum
Publicado por: isa xana às janeiro 17, 2005 12:07 AM
Não ficarei em casa... irei votar.
Mas sou dos que pensam que embora o Ps não seja de direita, não se demarca dela o suficiente.
Veja-se, a propósito, as tiradas do Sócrates sobre a estabilidade fiscal!!!!
Publicado por: mfc às janeiro 17, 2005 01:37 AM
Muito cidadão honesto pensará como o amigo Zecatelhado. Há um certo tédio e desgosto.
Porém eu lembro aos Zecas que, por muitos que sejam os não votantes nunca contam. Mesmo que os votos entrados sejam 10 ou 20% dos eleitores, são esses que contam. E daqui põe-se a questão:- Não votar é o mesmo que votar no adversário.
Um voto apenas pode fazer a diferença.
Em quem votar? Isto coloca muitas questões que vão da ideologia ao realismo político. Suponhamos que eu gosto do BE, mas no meu distrito ele nunca alcançará a eleição de um deputado.Isto é, na minha zona vota-se PSD e PS.Terei qu pensar qual o menos mau ou então terei a votar no outro.
É assim que funciona o sistema que temos, amigos Zecas.
Não votar poderá criar em mim próprio a responsabilidade de deixar o poder ao que menos quero.
Publicado por: João Norte às janeiro 17, 2005 03:02 PM
O comentário anterior foi escrito ao correr das ideias. Há nele algumas gralhas pelas quais peço desculpa.
Publicado por: João Norte às janeiro 17, 2005 03:05 PM
Sinceramente? Eu entendo perfeitamente as razões do Zecatelhado. Mas não me sinto (ainda) capaz de abdicar do meu direito de ir votar e, de qualquer ínfima forma que seja, deixar a minha opinião expressa na (quase) única forma que temos de a expressar. E é isso. Um abraço.
Publicado por: lique às janeiro 17, 2005 09:55 PM
Vim aqui só para dizer que concordo, inteiramente, com zecatelhado. Ele já sabe, mas o que eu quero mesmo é que toda a gente saiba.
Os políticos são todos uns vigaristas e ponto final.
A única forma de aproximar os meus ideais da vida (de todos nós) é, precisamente, não votando, com mais de 3 milhões de eleitores (que espero cheguem aos 4 milhões, nestas eleições). Essa condescendência com os políticos, esse embarcar na demagogia das promessas eleitorais e vermos, nos políticos, aquilo que quereríamos que fossem, aceitando que nos atraiçoem, depois, como vêm fazendo desde o 25 de Abril, isso é que nos conduziu a este descalabro, porque os oportunistas não se emendam, a não ser que sejam obrigados. Até agora não foram obrigados a mudar; está tudo sempre bem para eles. Se eles não mudam, porque haverei de mudar eu, a favor deles? Se não nos dão ouvidos, nem nas coisas mais importantes, porque haverei eu de os ouvir? Comigo não! Quando eles forem honestos e respeitarem todos os cidadãos, então eu vou votar. Por agora só quero que a abstenção seja valorada e que os deputados não eleitos não acupem os cargos.
Publicado por: Biranta às janeiro 17, 2005 10:17 PM
Como me considero um gajo às direitas, voto na esquerda!
Publicado por: hammer às janeiro 19, 2005 10:58 PM