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janeiro 09, 2005

AS MAIORIAS ABSOLUTAS EM DEMOCRACIA

Em jeito de comentário, ao post colocado pelo amigo Raul “congeminações” (Santana Lopes esgotou-se politicamente) penso ser oportuno esclarecer dois pontos.
Em primeiro lugar, não me recordo do PS ter alcançado maioria absoluta alguma vez posso estar enganado, mas julgo que não.
Daqui não se deve inferir que as conjecturas do Raul não possam estar certas.
Por outro lado, em Democracia, as maiorias absolutas são muito perigosas. Veja-se o exemplo da arrogância e os erros primitivos do PSD ao tempo do Cavaquismo.
É por demais evidente, a necessidade imperiosa de correr com esta direita, das cadeiras do poder. Mas não a qualquer preço.
Em politica não existem soluções ideais. E quando se assiste à luta pelo voto, num combate quase feroz, entre forças partidárias que se dizem representar a esquerda, quando o inimigo de ambas é a direita, será caso para desesperar.
O PS merece ser premiado com uma maioria absoluta no parlamento? Será caso para ser analisado, conjuntamente com aquilo que o PS demonstrar ter, para oferecer aos Portugueses, em termos de governação. Mesmo assim, correndo-se o risco, do clientelismo voltar a imperar nas cores socialistas.
O risco é muito grande.
Uma votação maciça no PS, terá de retirar votos à direita e à esquerda.
Uma votação menor, pode acabar por penalizar toda a esquerda e simultaneamente a maioria dos Portugueses.
Poderá ser caso para se apelar ao voto “útil” no PS. Tendo em conta, os estragos que esta direita, que se apresenta a votos, provocou no País e nos Portugueses.
Pois é muito complicado, que a esquerda perca os seus complexos e se alinhe, contra a direita, pelos Portugueses.

Publicado por José Gonçalves2 às janeiro 9, 2005 07:24 PM

Comentários

A esquerda nunca se unirá. Isso é facto histórico. Merece o PS a maioria absoluta? Vamos ter dados para poder avaliar isso num período pré-eleitoral? Demasiadas dúvidas. Bjs

Publicado por: lique às janeiro 9, 2005 08:27 PM

talvez seja realmente verdade, mesmo que seja preciso negociar com algum queijo

Publicado por: hammer às janeiro 9, 2005 10:08 PM

O voto útil é mesmo no PS!
A esquerda com Jerónimos de Sousa e Louçãs ajudam pouco! O inimigo deles sempre foi o PS. Lembra-se quando Guterres lhe faltava apenas um único deputado para fazer passar as coisas no parlamento? Alguém da esquerda levantou o braço? Não! Foi um da direita que viabilizou o famoso orçamento limiano. Não é desta esquerda que o país precisa!

Publicado por: canzoada às janeiro 9, 2005 10:55 PM

Ah, perfeitamente de acordo com a conclusão, caro vizinho!
Só os complexos é que ainda mantêm a esquerda de costas viradas.´

Publicado por: O Vizinho às janeiro 10, 2005 01:25 PM

Provávelmente poderei ter cometido o erro em afirmar que o PS numa legislatura em que Mário Soares era seu secretário-geral havia tido maioria absoluta. Se errei penitencio-me. De qualquer forma, sou contra as maiorias absolutas e dessa já o PSD disfrutou e os resultados viram-se. O nosso amigo canzoada quando refere que o PS tem sido o alvo preferencial dos partidos de
extrema esquerda, sem dúvida que essa é uma realidade, mas se calhar isso acontece porque os lideres do PS têm menosprezado os pequenos partidos de esquerda, não estabelecendo com estes
qualquer acordo, pré ou pós eleitoral e depois acaba por se lixar.

Publicado por: congeminações às janeiro 10, 2005 09:57 PM

Ganhe o PS com maioria ou sem ela, ganhe o PSD coligado com o PP, vai tudo a dar no mesmo.

Este país é ingovernável, pelo menos por esta súcia de malandros que fazem da política profissão!

Faz falta em Portugal é uma nova abordagem à administração da coisa pública a começar pela reordenação das inteligências que reunidas num só bloco podessem planificar acções que retirassem o país do atoleiro em que tem andado há tantos anos!

Os partidos que temos e com quem os faz, esgotaram todas as nossas capacidades de acreditar no país.

Continuamos à espera que sejam os filhinhos de papás ricos e que cursaram economia ou direito e nunca usaram o canudo para trabalhar a sério, que saiam dos partidos para os governos e que nos governos façam algo de útil pelo colectivo?

Desenganem-se!

Esta corja quer os vossos votos e agora prometem tudo!
Se for preciso até nos vêm lamber o cú para levar o nosso voto!
Depois de estarem no poleiro, do nosso cú só querem mesmo é de lhe dar um valente pontapé!

Portugal tem a sorte que merece!
O povo é sereno e quer é festas, futebol, touradas, carnaval, gajas e vinho verde!

Eu quero é fugir daqui!
Vou imigrar e é para Alfa Centauro!

Publicado por: LC às janeiro 11, 2005 01:57 AM

Voto útil é em quem está permanentemente presente na vida portuguesa a todo o tempo e não só nas eleições. É igualmente premiar a acção consciente e consequente. Como é que se pode acreditar em pessoas que continuam alinhadas com políticas geradores dos problemas mais profundos do Ocidente. Tivéssemos nós num futuro longínquo a olhar para trás e aí sim veríamos de que são fabriacadas estas opiniões. Só políticas diferentes podem fazer a diferença.
Numa relação de pluralidade só o caciquismo teima na inoperacionalidade governativa. Por isso nestas eleições estarei com o P.C.P. sem medos nem vergonha!

Publicado por: 1bigonobalcão às janeiro 12, 2005 04:41 AM