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agosto 20, 2005
Não se distraia, Dr. C. Campos
É verdade que as más políticas do passado são as principais responsáveis pelo estado a que chegou a saúde em Portugal.
Mas não basta ao ministro C. Campos atribuir essas culpas ao sistema que emperrou a formação de médicos.
Também a manutenção de políticas erradas no sector Saúde, levou a que para lá da falta de médicos, estes se desarticulem com os serviços.
O blogquisto iniciou-se aqui, vão quase dois anos, precisamente com a problemática dos médicos de família.
Hoje constata-se, que cada médico dos denominados “médico de família” tem em seu nome, que não a seu cargo, uma lista de 1500 utentes.
Mas as consultas diárias efectivamente realizadas, na generalidade, ficam aquém do rácio convencional.
Não é raro constatar-se que um dado utente, que não conseguindo consulta dentro do horário desta, acaba por o conseguir no denominado “atendimento complementar” hoje transformado pelos médicos, em “atendimento de urgência”.
É tudo uma questão de mais dinheiro. Na generalidade o médico hoje, é mais um caça “níquel”, do que médico.
Ao ministro da saúde o que se pede, é a continuação do esforço de alguns dos seus sectores, que têm procurado disciplinar os senhores doutores, nomeadamente no cumprimento dos horários para os quais foram contratados.
Pagar por objectivos será uma medida acertada, se esses objectivos não cercearem os direitos dos utentes, se as consultas forem efectivamente realizadas, se as passagens de receituário (apresentadas pelos utentes) deixarem de contar como consulta.
Mais e melhor saúde é possível, se todos cumprirem…
Publicado por José Gonçalves2 às agosto 20, 2005 09:39 PM
Comentários
É aconselhável que o sr Campos comece a olhar para os cidadãos doentes, mais do que meros utentes.
Mas, o tal níquel, tlim papo, como diria o poeta...
Publicado por: hammer às agosto 20, 2005 11:38 PM